Poder público pode adotar campanhas pelo uso racional da água

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado está analisando pauta com 10 itens, incluindo projeto que trata sobre a adoção, pelo poder público, de campanhas educativas periódicas visando estimular o uso racional da água por parte da população.

A seguir, informações da Agência Senado:

O relatório, pela aprovação, é do senador Humberto Costa (PT-PE), segundo o qual a destinação de uma parte dos valores arrecadados com a cobrança pelo uso da água, também determinada na proposta, “garantirá recursos econômicos necessários para que o projeto não caia no vazio, ou numa mera carta de boas intenções”.

Humberto Costa menciona uma pesquisa conduzida pelo Instituto Trata Brasil, demonstrando que a cada 100 litros de água coletados e tratados no país, em média apenas 63 são consumidos. Ou seja, 37% da água no Brasil é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo da água, além de desperdícios em geral que resultam num prejuízo que já passa de R$ 8 bilhões por ano.

“Não são suficientes os planejamentos robustos ou mesmo as metas de racionalização, se não atacarmos algumas das causas de mau uso e desperdício deste recurso. Precisamos reforçar a mudança de hábitos e atitudes a partir de uma conscientização mais ampla, ou viveremos sob a necessidade de contínuos, assim como no fundo ineficazes, rearranjos”, pondera Humberto no relatório.

Na justificativa, Agripino acrescenta que ainda não há uma política de campanhas educativas, periódicas e permanentes sobre o uso racional da água, visando prevenir as cada vez mais frequentes crises de abastecimento. “Por causa das mudanças climáticas, as estiagens são cada vez mais prolongadas, então é importante a economia permanente do recurso. Precisamos superar o nível de conscientização atual, que parece se limitar aos períodos de racionamento”, finalizou o senador.

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