Fala de Guedes e expectativa da CCJ teriam ajudado a reduzir taxa do dólar

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As graves falhas de comunicação do governo Bolsonaro, todas amadoras e grosseiras e algumas cometidas em pessoa pelo presidente, usando espaços institucionais, têm causado pânico nos mercados e empurrado para baixo a imagem do Brasil no exterior. O divisor de águas sobre a perspectiva de melhora da economia brasileira é a reforma da previdência, mas atitudes do Palácio do Planalto desviam o foco e passam a constatação – bem mais do que uma “ideia”, portanto – de que existe uma bagunça acontecendo em Brasília.

Isso faz com que o investidor estrangeiro, que começou o ano acreditando no Brasil tire o pé do acelerador e retire recursos daqui. Isso faz com que o dólar se valorize frente a nossa moeda.

Entretanto, a fala do ministro Paulo Guedes, nome que ainda tem algum prestígio hoje entre políticos, teria acalmado o mercado. Segundo ele, faltam apenas 48 deputados confirmarem que votarão pela reforma da previdência. Os grandes investidores teriam acreditado na afirmação.

Além disso, nesta semana já deve ser instalada a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que é o primeiro campo de batalha da reforma. A expectativa de que Rodrigo Maia (DEM-RJ) consiga articular nomes favoráveis pela aprovação também é um bom sinal. Esses fatores combinados fazem com que hoje a moeda americana opere em queda.

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