Gestão Bolsonaro não contém dólar e, segundo consultoria, “mercado continua pessimista com o descontrole e desânimo do governo”

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O dólar comercial fechou a semana em alta de 1,01%, sendo cotado a R$ 4,037. Este é o valor mais alto que a moeda americana chegou em quase 8 meses, já que não fechava acima de R$ 4,00 desde outubro de 2018, quando chegou a bater R$ 4,018, na véspera do 1° turno das eleições presidências. Hoje está R$ 4,08, isto se dá por conta da guerra comercial entre EUA e China e o não desenrolar da reforma previdenciária. De acordo com a Sócia-Diretora da FB Wealth, Daniela Casabona, o mercado continua pessimista com o descontrole e desânimo do governo. “Além disso, existe a influência do cenário externo, que se dá pela guerra comercial que tem afetado o mercado global. Baixas expectativas econômicas e morosidade na previdência farão o dólar se manter nesse patamar e até alcançar novas altas”, comenta Casabona.

“Mercado financeiro não suporta mais incerteza. Isso vale tanto para o período pré-eleitoral quanto pós. Vivemos uma grande incerteza interna se a Reforma da Previdência passará, se Bolsonaro conseguirá aprovar as demais reformas e se o mundo não irá desacelerar com força com a guerra EUA e China. O investidor está fugindo do Brasil, pelo menos por agora. Vamos aguardar as próximas semanas”, ressalta Pedro Coelho Afonso, Economista-Chefe da PCA Capital.

“O cenário internacional está muito ruim, com uma deterioração da relação comercial entre EUA e China e as incertezas em relação ao Brexit, sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. Já no cenário doméstico, seguimos somente com péssimas notícias, já que o governo está começando a enfrentar protestos e a taxa de desemprego se encontra batendo uma alta recorde. O PIB começou a ser revisto para baixo e Reforma da Previdência segue sem indicar um claro sinal de quando será aprovada. Tudo isso gera uma aversão ao risco muito grande e o dólar dispara naturalmente”, explica Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital.

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