Oficina de séries de televisão é destaque da semana no CCBNB Cariri

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Oficina de formação artística, show e peça teatral marcam a programação gratuita do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri (rua São Pedro, 337 – Centro), em Juazeiro do Norte (CE) esta semana.

A oficina “Como escrever uma série para televisão”, a ser ministrada pelos diretores e roteiristas cearenses Natália Maia e Samuel Brasileiro, será realizada de hoje a sexta-feira (13 a 16 de agosto), a partir das 14h.

A atividade terá caráter teórico e prático voltada para a apresentação das principais questões ligadas à criação de uma narrativa seriada. Serão aprofundadas as diferenças de processo da escrita de séries para curtas e longa-metragem, além de diferentes estruturas e ferramentas para a criação de um projeto próprio no audiovisual.

Os participantes abordarão as ferramentas necessárias para escrever projeto inédito de série de televisão a partir da filmografia e bibliografia apresentada, fortalecendo a produção audiovisual cearense e revelando como diferentes experiências podem construir ideias únicas e inovadoras.

Kariri Sax

Também no dia 13, às 19h, o CCBNB Cariri traz a Terça Musical, com o show de Kariri Sax – grupo de saxofones formado por estudantes e professores da Universidade Federal do Cariri, que se caracteriza por identidade expressa por meio da música brasileira, com ênfase para o repertório nordestino.

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O Kariri Sax surgiu em março de 2012, com o objetivo de aprofundar a prática instrumental do sax, com trabalho voltado para a música de câmara e formação de plateias. A instrumentação do grupo é formada pela família dos saxofones (soprano, alto, tenor e barítono), acompanhado de percussão.

Revolucionária à frente do seu tempo

Na sexta-feira, 16, o grupo Terceiro Corpo, de Fortaleza, encenará o espetáculo teatral “Asja Lacis já não me escreve”. Asja Lacis era uma mulher revolucionária, atriz e diretora de teatro russa. Foi colaboradora de Eisenstein e Meyerhold, próxima do grupo de Maiakóvski. Segundo o escritor Ricardo Piglia, em 1923 Bertolt Brecht e Asja se conheceram e, por intermédio dela, Brecht teve contato com as teorias e experiências da vanguarda soviética.

Foi Asja quem apresentou a Brecht a teoria da “ostranenie”, traduzida e elaborada por ele como “efeito de estranhamento” – conceito fundamental para o teatro brechtiano. Asja foi amante e parceira intelectual de Walter Benjamin; por intermédio dela, Benjamin e Brecht se conheceram. Em fim dos anos 1930, Asja Lacis desaparece num campo de concentração stalinista e Brecht registra em seu diário de janeiro de 1939: “Asja Lacis já não me escreve”.

Mulher de muitas faces e à frente do seu tempo, Asja trabalhou teatro com operários e com crianças órfãs de guerra. Num trabalho de dramaturgia cênica que joga com a fragmentação e com a composição corporal, pela noção de solo coletivo. Esta peça teatral traz à luz da ribalta a vida dessa mulher que foi esquecida pela história do teatro ocidental. A classificação indicativa é 12 anos.

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