Especialista diz que todos os modelos de negócio podem ter sucesso pela Internet

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Há uma frase do Bill Gates que diz: “Em alguns anos vão existir dois tipos de empresas: as que fazem negócio pela internet e as que estão fora dos negócios.” Foi a partir desse pensamento que Samuel Pereira, criador do maior evento de tráfego e audiência da América Latina, o “Segredos da Audiência Ao Vivo”, decidiu mostrar que a internet não é apenas uma vaidade ou um diferencial no mundo do empreendedorismo.

O Hootsuite, plataforma de gerenciamento de redes sociais, e a agência We Are Social fazem pesquisas anuais sobre o uso da internet e das redes sociais pelo mundo. A pesquisa deste ano mostrou que, das 7,6 bilhões de pessoas no mundo, 4,3 bilhões são usuários da internet. É surpreendente: mais da metade da população mundial está no mundo online.

É muito provável que empresários de segmentos ativos apenas no “mundo real” não vejam a exposição virtual como uma estratégia muito efetiva, e ainda continuem apostando nas mídias off-line e nas indicações do “boca a boca”. No entanto, os cinco pontos a seguir, estudados e levantados pelo especialista em tráfego e audiência pela internet provam que é tudo uma questão de abordagem e conteúdo. “Infelizmente, muitas empresas ainda não entenderam isso e deixam os dias passarem sem desenvolver uma estratégia para atuar neste mundo em que o online se torna cada vez mais importante”, diz Samuel.

1º A atenção de todos os públicos mudou

“Se compararmos o modo como vivemos hoje às nossas rotinas de dez anos atrás, perceberemos rapidamente mudanças em todas as frentes: o modo como nos relacionamos com amigos e parentes mudou; o modo como trabalhamos mudou; o modo como consumimos mudou; o modo como fazemos negócios mudou”, analisa o especialista.

Segundo Samuel, tudo isso é consequência da forma como a informação é veiculada hoje. “A democratização do acesso às tecnologias dos dispositivos móveis (como os smartphones) faz com que os comportamentos, os anseios e as necessidades das pessoas sejam, hoje, totalmente diferentes do que eram há alguns anos”, completa.

2º O poder nas mãos do consumidor

David Ogilvy, um dos maiores publicitários do mundo, dizia: “Se você falar com uma pessoa da mesma maneira como faz uma propaganda, vai levar um soco na cara”. Ou seja, está cada vez mais difícil ficar interrompendo o tempo das pessoas com propagandas – o YouTube é um exemplo disso. Quantas vezes você espera a propaganda de 1 minuto terminar, ao invés de “pular o anúncio” nos primeiros 5 segundos?

“Obrigar” o consumidor a ver sua propaganda não é efetivo. Ele precisa estar na posição de escolher o que assiste/ouve/lê. O melhor jeito de fazer isso é oferecendo conteúdo de interesse ao público. “O que o seu cliente ideal consome na internet? Quais são os interesses dele? Uma vez que você define questões como essas, a sua produção de conteúdo vai atrair e reter a atenção dos compradores certos”, observa Samuel.

3º Case de sucesso

“O Luis Navarro e o Eduardo Miranda são ótimos exemplos. Em 2012, depois de quebrar duas empresas no off-line, eles resolveram arriscar um terceiro negócio: uma empresa de cursos on-line focada em segurança com eletricidade, a Engehall Elétrica”. Com as estratégias certas de entender o que a audiência quer ouvir (qual o conteúdo esperado), como quer ouvir (em qual mídia quer recebê-lo) e quando quer ouvir (qual o contexto), em pouco mais de dois anos, o canal do YouTube deles saltou de 2.500 inscritos para mais de um milhão, tornando-se o maior canal de elétrica da América Latina.

4º O caso da Blockbuster

No ano 2000, a Blockbuster vivia o auge do seu sucesso. O empreendedor Reed Hastings propôs ao CEO, John Antioco, uma empresa de aluguel de filmes on-line. John não aceitou com a justificativa de que o valor cobrado, 50 milhões de dólares, não geraria o retorno necessário e que o nicho de atuação era “muito pequeno”. John chegou a escrever na carta para os acionistas que a preocupação sobre a internet era “exagerada”. Essa empresa de aluguel de filmes era a Netflix, que, no ano passado, ultrapassou o valor de mercado de 100 bilhões de dólares. Já a Blockbuster, 13 anos depois da proposta, declarou falência.

A questão aqui, dada as devidas proporções, é a mesma de vários empreendedores brasileiros: não perceber que o público dele vai estar, sim, na internet. E, além disso, como foi citado no segundo ponto, o poder de escolha deve estar nas mãos do consumidor. A ideia da Netflix para a Blockbuster era apenas uma transição natural do mundo off para o mundo on-line, já prevendo que esse fluxo aconteceria em todos os setores do mercado.

5º O cliente como embaixador da sua marca

Lembra-se do marketing “boca a boca” que foi citado no começo? Ele está presente nas estratégias online, mas com algumas adaptações. “O seu cliente vai continuar sendo sua melhor propaganda, mas isso acontece se ele consumir seu conteúdo antes da compra do seu serviço ou produto, e esse conteúdo estará nas redes sociais da sua empresa, da sua marca. É de lá que novos clientes tirarão suas próprias conclusões e decidirão comprar de você e indicar para os outros”, analisa Samuel.

No entanto, existem fatores fundamentais que precisam ser observados para atingir sua audiência: o momento certo de expor seu público-alvo à venda, a preparação correta e o porquê do seu produto ser o melhor investimento para o seu público naquele momento. Ao trabalhar tais estratégias, o seu destaque entre a concorrência é mais garantido e as chances de atrair e reter a atenção do seu público aumentam.

“Afinal, se mais da metade da população mundial está na internet, como é que pode você e sua empresa ainda não estarem!?” indaga o especialista.

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