Abertura de capital na área denta: “estamos trabalhando duro para isso”

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Diante de um mercado amplo, os planos odontológicos estão direcionando seus esforços para conquistar uma fatia significativa de brasileiros que ainda não contam com assistência bucal, cerca de 179 milhões de pessoas. Mas como levar assistência? Qual a jornada que as empresas do segmento estão planejando percorrer?

Claudio Aboud, Diretor Administrativo Financeiro da considerada a maior operadora exclusivamente odontológica de capital fechado do Brasil, o INPAO Dental – Instituto de Previdência e Assistência Odontológica – acredita que o trabalho de prevenção de doenças bucais é um caminho para derrubar tabus como “tratamentos dentários são caros”.

Um raio-x do segmento odontológico, dicas para as áreas de Recursos Humanos escolher bem um plano e os próximos passos da empresa estão na entrevista abaixo. “Estamos trabalhando duro no caminho e seguindo protocolos para abrir o capital”, conta Aboud.

A ANS acaba de divulgar que os planos odontológicos estão crescendo no Brasil e sabemos que ainda há uma muito espaço para este crescimento. Chegou o momento do segmento conquistar essa fatia que ainda é ampla?

Claudio Aboud – Cerca de 24 milhões de pessoas possuem planos odontológicos, ou seja, apenas 12% da população brasileira, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Porém, cerca de 47 milhões de pessoas têm assistência médica. Aqui no INPAO Dental, entendemos que existe sim um segmento a ser explorado. Se pensarmos apenas nesse nicho, já há uma possibilidade de quase dobrar o público que tem plano odontológico por entender a importância da prevenção. Além disso, as pequenas e médias empresas, conhecidas como PMEs, são um nicho muito relevante, dado que podem oferecer um benefício sem custo ou com custo muito reduzido ao seu colaborador.

Na sua opinião, o que o segmento de planos odontológicos precisa fazer para se equiparar ou chegar próximo ao número de beneficiários que têm nos planos médicos?

Claudio Aboud – Fazer o controle da sinistralidade investindo em campanhas constantes de prevenção. A prevenção odontológica garante melhor qualidade de vida ao beneficiário e evita outras doenças, como infecções que podem se originar da má higienização bucal, por exemplo.

Quando comparados aos valores dos planos médicos, os planos odontológicos são muito mais acessíveis financeiramente. O que impede o brasileiro de ter um plano odontológico, na sua opinião?

Claudio Aboud – Existe um tabu no Brasil quanto ao tratamento odontológico de ser muito caro e as pessoas não terem acesso ao cirurgião-dentista por esse fator, o que é equivocado. Primeiramente, pelo fato do tratamento preventivo não ter muita importância para o brasileiro, o que encarece são tratamentos de emergência e urgência, além de casos mais graves, como a necessidade de um canal, por exemplo. De qualquer forma, a assistência odontológica, assim como o plano de saúde, é muito inferior a qualquer tratamento particular, o que torna o tratamento odontológico muito mais acessível e democrático.

Entre as grandes e tradicionais operadoras, o INPAO Dental é a única de capital fechado. Há planos para ir à Bolsa de Valores. Se sim, como estão se preparando?

Claudio Aboud – Existe essa intenção e estamos trabalhando duro para isso. Alguns protocolos sendo cumpridos, como a associação internacional com a Swiss Life, que nos traz uma presença internacional global e que pode nos render muito mais negócios. Além disso, o recém lançamento do e-commerce para PME e o lançamento da comercialização de produtos individuais e familiares, previstos para dezembro, são parte de uma estratégia para aumentar ainda mais o número de vidas da operadora.

As empresas são as principais contratantes de planos odontológicos, já que esses são vistos como benefício importante até para retenção de talentos. Sendo assim, quais dicas o Sr. pode passar para as empresas no momento de analisar a contratação de um plano odontológico?

Claudio Aboud – Além de procurar trabalhar com empresas especialistas em Odontologia e buscar um valor que seja confortável em termos de custo-benefício, o ideal é sempre verificar a rede credenciada, se tem na região que você precisa, se é possível cadastrar um dentista de sua preferência e se o atendimento da Central de Relacionamento é eficaz. Também é importante checar se o plano contempla atendimento de urgência e emergência, além do valor cobrado.

Qual o percentual de absenteísmo hoje nas empresas por causa de problemas odontológicos?

Claudio Aboud – De acordo com as bases de dados entre as empresas clientes do INPAO Dental, as maiores causas de absenteísmo por razões odontológicas são os problemas endodônticos (dores e abcessos) e intercorrências pós-cirúrgicas, principalmente em casos de exodontia de terceiros molares, também conhecida como extração dos sisos ou ‘dentes do juízo’. Já os dois tratamentos mais procurados por esses colaboradores são a tartarotomia (remoção do tártaro) e restauração de resina.

Como os RHs podem atuar em parceria com o plano odontológico a fim de se obter a saúde bucal de seus colabores x um sinistro baixo?

Claudio Aboud – Com uma política de prevenção (visitar o dentista a cada seis meses, por exemplo) e boas práticas de higienização bucal.

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