Consumidores de Fortaleza percebem melhora na situação financeira

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O consumidor inicia 2020 confiante. É o que mostra a primeira pesquisa deste ano, realizada pela Fecomércio Ceará, através do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC). O Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC) apresentou crescimento de +2,5%, passando de 116,5 pontos em dezembro, para 119,3 pontos em janeiro. Esse foi o quarto aumento consecutivo do ICC, mas o indicador permanece abaixo do verificado em janeiro do ano passado (122,8 pontos).

O Índice de Situação Presente (ISP) teve redução de -0,5% passando de 114,6 pontos, em dezembro, para 114,1 pontos neste mês. Já o Índice de Situação Futura (IEF) teve expansão de +4,4%, alcançando o patamar de 122,8 pontos, como pode ser visto na tabela a seguir:

Tabela 1 – ICC, Síntese dos resultados

Índice   Valor mensal – em pontos           Média do Trimestre

Nov       Dez        Jan

ICC         111,7     116,5     119,3     115,8

ISP         107,1     114,6     114,1     111,9

IEF          114,7     117,7     122,8     118,4
Fonte: Pesquisa Direta IPDC

Expectativa dos consumidores

A pesquisa revela que, em janeiro, 55,8% dos entrevistados mostram boa disposição para a compra de bens duráveis, resultado inferior ao observado em dezembro, quando 59,1% responderam afirmativamente à mesma questão. Dentre aqueles que demonstram maior entusiasmo, destacam-se os consumidores do sexo masculino (62,8% dos entrevistados desse grupo afirmam que janeiro é um bom momento para compra de bens de consumo duráveis), do agrupamento com idade entre 18 e 24 anos (62,4%) e do estrato com renda familiar mensal entre cinco e dez salários mínimos (65,2%).

O estudo também mostra que 73,0% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano – taxa acima da verificada em dezembro (69,3%). Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 85,7% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual. Sobre a percepção do ambiente econômico nacional, 56,5% dos consumidores entrevistados acreditam em melhora no cenário nos próximos doze meses, ante 52,1% da pesquisa de dezembro. As últimas edições da pesquisa têm revelado uma melhoria contínua dessa perspectiva, estimulando os consumidores a voltarem a consumir.    

Pretensão de compra

Como é natural nesta época do ano, a taxa de pretensão de compras teve diminuição de -14,2 pontos percentuais, passando 54,2%, em dezembro, para 40,0% neste mês. A comparação com o último mês é prejudicada face à elevada concentração de compras em dezembro, mas, confrontando-se com o mesmo mês do ano passado, houve um crescimento de +2,8 pontos percentuais na pretensão de compra.

O mês de janeiro possui como tradição a realização de várias liquidações, justificando a forte presença de itens de consumo duráveis na lista dos produtos mais procurados:

Artigos de vestuário, citados por 18,3% dos entrevistados;

Móveis e artigos de decoração (16,0%);

Televisores (14,8%);

Geladeiras e refrigeradores (13,4%);

Calçados (10,9%);

Aparelhos de telefonia celular e smartphones (9,6%);

Máquina de lavar roupa (7,9%); e

Fogão (7,0%).

O valor médio das compras é estimado em R$ 573,27 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo feminino (41,1%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 25 e 34 anos (49,4%) e no estrato com renda familiar mensal superior a dez salários mínimos (50,7%).  

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