#Coronavírus: como o e-commerce brasileiro está sendo impactado?

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Com lojas, shopping e estabelecimentos sendo obrigados a fecharem as portas, a opção para a sobrevivência de alguns negócios está sendo concentrar as vendas no mercado on line. Toda a população está sentindo os efeitos e impactos que as medidas de segurança contra o Covid-19 está trazendo para a economia brasileira. De acordo com a NZN Intelligence, plataforma de pesquisa do mercado da NZN, 49% dos brasileiros consideram reavaliar seus gastos, sendo que 71% afirmam que pretendem aumentar o volume de compras online.

Neste primeiro momento o mercado tem reagido bem, visto que “desde quinta-feira, dia 12 de março, algumas lojas virtuais chegaram a registrar um aumento de mais de 180% em transações nas categorias Alimentos e Bebidas e Beleza e Saúde”, afirma Maurício Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). A entidade acredita que o e-commerce está em condições de atender a um eventual crescimento da demanda, como acontece no caso da Black Friday, em que  algumas lojas virtuais recebem em apenas um dia, o equivalente aos pedidos do mês inteiro.

Este aumento deu-se antes mesmo de fechamento das lojas físicas, pois estava relacionado com o receio das pessoas em frequentar ambientes com grandes aglomerações. A consultoria americana Coresight Research apurou que, nos EUA, 47% dos consumidores estão evitando compras em grandes centros, como shoppings, e 27,5% passaram a evitar saídas de casa por conta do coronavírus. A perspectiva é de que esses números passem a 75% e 58%, respectivamente, com o agravamento do surto, e essa demanda será direcionada às lojas virtuais. essa tendência está se consolidando no Brasil e durará até o mês de abril, caso o cenário continue o mesmo.  

No entanto, as empresas precisam investir e fazer adaptações para garantir as operações por um médio e longo prazo e imerso em um cenário atípico para toda a população. E essas adaptações incluem o fechamento de lojas físicas, administração de estoques, remanejamento de funcionários e administração das formas de entrega.

Para a empresária Sirlene Costa, CEO da Dassi Boutique, as alterações precisaram ser feitas antes mesmo do anúncio da obrigatoriedade do fechamento do comércio. “Optamos por fechar as duas lojas físicas pois estávamos tendo uma queda no faturamento. Enquanto que na loja virtual tivemos um crescimento de 30% em comparação a semanas anteriores”, destacou Costa que conseguiu absorver os vendedores da loja física para trabalharem nas operações do e-commerce, como controle de estoque, vendas e atendimento de clientes via redes sociais e outros que administram o sistema de entregas via motoboy, para entregas na cidade de São Paulo ou via correios.

A previsão de faturamento comércio eletrônico para 2020 era de R$ 106 bilhões, o que representa um aumento de 18% sobre o ano anterior, de acordo com a Abcomm. Ainda não se sabe o impacto positivo ou negativo que a crise do novo coronavírus pode trazer ao mercado. Mas a recomendação das entidades do setor é observar as determinações dos governos e fazer os devidos ajustes nas operações dia após dia.

Uma recomendação é a implementação de ações que facilitem as opções de compra, visto que a medida que a crise se estende, às pessoas passam a comprar menos. “Estamos investindo em campanhas nas redes sociais, oferecemos frete grátis para compras acima de determinado valor, oferecendo cupons de desconto. Além disso, temos a aba “BAZAR” na loja virtual, em que é possível encontrar peças a partir de R$ 4,99. Tudo isso para atrair e fidelizar os nossos clientes”, finaliza Sirlene Costa.

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