Oi Futuro lança plataforma digital do Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades

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O Instituto Oi Futuro, da operadora de comunicações Oi, lançou o Acervo Online Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, plataforma digital que expõe mais de 3.800 itens inéditos de sua coleção, entre fotografias históricas, objetos e documentos. O museu pode ser acessado pelo link: https://oifuturo.org.br/espacos/musehum/

A plataforma foi criada para ampliar o acesso ao acervo, preservar a memória, abrir novas formas de interação com o público, para além do espaço físico, e provocar novas experiências, com trilhas digitais de visitação. Inaugurado em janeiro de 2020, o Musehum é localizado no Centro Cultural Oi Futuro, no Rio de Janeiro, atualmente fechado por causa da pandemia da Covid-19. Com o acervo virtual, o público de todo o país poderá acessar o acervo de qualquer lugar, a qualquer hora.

“Ao levar o Musehum para o meio digital, o Oi Futuro abre mais um canal de aproximação entre o acervo e o público, que, invariavelmente, se reconhece nas histórias, sentimentos e saberes que esses objetos guardam”, diz Roberto Guimarães, gerente executivo de Cultura do Oi Futuro. “O cenário de isolamento acelerou o processo de digitalização e nos motivou a criar uma experiência online que seja uma expansão da vivência presencial do museu, possibilitando uma visão mais ampla e informativa do acervo”, completa.

Objetos, fotografias e documentos inéditos

A maioria das peças apresentadas no museu digital será vista pela primeira vez pelo público, já que não integram a exposição permanente do Museu das Comunicações e Humanidades, seja por cuidados de preservação ou por suas dimensões, que inviabilizam o transporte e a exibição física. “Nosso acervo tem um grande potencial de conexão com o público e suas memórias afetivas. São objetos do dia a dia que evocam lembranças de infância, histórias familiares, curiosidades, além de contar a história da transformação das cidades, do mundo”, explica Roberto.

O Acervo Online Musehum faz uso da plataforma Tainacan, certificada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e alinhada com padrões internacionais de classificação e  segurança de acervo. A base disponibilizada visualização dos itens em alta qualidade de digitalização, permitindo a observação de detalhes de cada peça e de dados históricos complementares. O visitante pode navegar pelo catálogo por meio de trilhas digitalizadas – por época, tema, perfil e outros – possibilitando novas experiências a cada visita virtual.

“Disponibilizar acervos de museus online é preservar a cultura e o conhecimento trazido por cada objeto. É fazer a informação chegar ao máximo de pessoas possível. Uma parte significativa da trajetória humana sobre o seu território está depositada em museus pelo mundo, e este legado precisa estar disponível para pesquisas e ressignificações”, diz Bruna Cruz, coordenadora do Musehum e museóloga do Oi Futuro.

Para desenvolver o projeto, o Oi Futuro se apoiou na pesquisa “Narrativas para o Futuro dos Museus”, um estudo de campo com o público brasileiro lançado em 2019. Segundo a pesquisa, 56% dos brasileiros afirmam que ferramentas tecnológicas combinam com museus e 64% apontam que o que dá sentido aos museus é o acervo, pois é por meio dele que formamos conexões emocionais, históricas, sociais e científicas que nos fazem refletir sobre o tempo presente. “O acervo online é uma oportunidade para que as pessoas, agora de suas casas, tenham acesso e vejam que museus são muito mais do que espaços expositivos e de visitação, são instituições de geração de conhecimento”, completa a museóloga. A pesquisa “Narrativas para o Futuro dos Museus” está disponível na íntegra para download gratuito no site do Oi Futuro: https://oifuturo.org.br/pesquisa-museus-2019/

Destaques do acervo e curiosidades

Entre os destaques do Acervo Online estão mais de 2 mil fotografias históricas, com imagens de mais de um século, incluindo:

– Desenvolvimento urbano, desde a instalação das primeiras linhas telefônicas e telefones públicos;

– O dia a dia em diversas décadas: costumes e comunicação nas cidades;

– Registros das telefonistas, uma das primeiras profissões a favorecer a entrada das mulheres no mercado de trabalho;

– Fotografias autorais, assinadas por Augusto Malta, conhecido como importante cronista visual da vida e da paisagem cariocas na primeira metade do século 20. Entre os itens da coleção, estão registros das reformas do prefeito Pereira Passos e de incêndio na Praça Tiradentes;

Entre os destaques de objetos e documentos, com curiosidades:

– Primeira lista telefônica, de 1905, cujos números de telefone catalogados tinham no máximo quatro dígitos;

– A evolução do design: Aparelhos de telefone de todas as décadas, desde o modelo “Pé de Ferro”, de 1895, que funcionava a manivela, passando pelo modelo “Castiçal”, que tinha um monofone, e pelos charmosos “JK” e “Bobofone”, ícones das décadas de 1950 e 60;

– Tijolão: de 1987, um dos primeiros modelos de telefone celular do mercado brasileiro;

– Aparelho de TV com pés palito: de 1950, um dos primeiros modelos a chegar ao Brasil;

– Coleção completa da revista Sino Azul: criada nos anos 1920, primeiro house organ do país, com registros curiosos da publicidade da época, matérias jornalísticas e imagens;

– Câmeras fotográficas de todas as décadas: o avanço da tecnologia desde 1910 até os dias de hoje;

– Telégrafo: primeiro modelo a chegar ao Brasil, na segunda metade do século 19;

Sobre o Museu das Comunicações e Humanidades

O Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades conta a história do desenvolvimento tecnológico das comunicações a partir da ótica das relações humanas. O projeto é uma evolução do Museu das Telecomunicações, em atividade há 13 anos, que teve suas instalações totalmente remodeladas em função dessa nova proposta conceitual e identidade e aberta ao público em 21 de janeiro de 2020.  Com um acervo de mais de 130 mil peças, o museu físico tem cerca de 450 itens em exposição permanente. O museu oferece uma experiência única a cada visita, com atrações interativas inéditas, ambientes imersivos e novas tecnologias. O espaço tem entrada gratuita.

A instituição nasceu como Museu do Telephone, inaugurado em 1981 no prédio centenário da Rua Dois de Dezembro, onde funcionava a estação telefônica Beira-Mar, uma das principais do Rio de Janeiro nos primórdios da telefonia brasileira. Em 2007, o museu ganhou uma perspectiva mais ampla virando o Museu das Telecomunicações, passando a abordar a expansão da internet, da telefonia celular e da indústria de telecom. Agora, com o Musehum, o Oi Futuro dá um passo à frente ao centrar a narrativa do museu nas relações humanas, entendendo que não basta falar de tecnologia sem tratar da troca de afetos e conhecimentos que motiva as conexões e as redes e também do impacto da expansão da conectividade na sociedade. Essa nova visão motivou um reposicionamento da marca e uma restruturação física e tecnológica do espaço, para colocar o visitante no centro da experiência de visitação e contemplá-lo como parte integrante do repertório do museu.

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