Matemático escreve fantasia sobre empoderamento feminino

Felipe é um jovem taxista sem ambições que encontrou uma varinha mágica capaz de realizar qualquer desejo. Diferente das histórias de magia em que é necessário aprender feitiços, o objeto encantado é capaz de ler a mente e realizar todos os desejos do dono. Essa é a história da obra A Fada da Varinha, escrita pelo paulistano Clóvis Nicacio.

A fada salva Felipe de um perigoso assalto, materializa-se como humana para substituir a televisão como companhia e transforma a realidade do jovem rapaz. O que ele não sabe é que todos os donos anteriores desapareceram misteriosamente depois de encontrá-la.

“Estava para ligar o videogame, quando se lembrou da varinha. O objeto continuava no quarto de dormir, sobre a cama, ao lado da folha solta. Parecia ter recuperado o brilho do verniz, depois de secar por completo. Como se fosse uma varinha zero quilômetro, recém comprada na loja do Senhor Olivaras, o comerciante de varinhas do Harry Potter. Havia assistido a todos os filmes do bruxinho.” (A Fada da Varinha, pág. 23)

Empoderamento feminino, ambição sem limites e preconceitos são temas tratados pelo autor durante a narrativa. Ao identificar que a grande parte das mulheres na mente de Felipe são vistas como objeto, o autor levanta, sutil e precisamente, o debate sobre o papel da mulher na sociedade e como ela é percebida pelos homens.

Destinada ao público jovem adulto, a leitura mistura detalhes de fantasia, ficção e uma pitada de erotismo sem perder o bom humor. A Fada da Varinha registra situações fora do comum, mas perfeitamente cabíveis dentro da literatura.

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