Indústria criativa planeja retomada com automatização de tarefas e foco na experiência dos consumidores

Parado há mais de três meses, o mercado de shows, eventos e entretenimento foi o mais afetado pela pandemia. Com uma gama de profissionais impactados, tais como artistas, produtores, maquiadores, operadores de som e técnicos de diversas áreas, foi um dos primeiros segmentos a fechar e será um dos últimos a retornar de fato devido a característica que envolve invariavelmente a aglomeração do público. Mas isso não tem impedido artistas de fazer shows, nem tampouco empresários de planejar uma retomada gradual, segura e mais tecnológica.

De um lado artistas estão se reinventando e indo muito além das lives. Para levar alegria aos fãs resgatam hábitos antigos como fez a cantora Luisa Sonza que se apresentou em um drive-in no Allianz Parque – São Paulo, no último dia 07 de julho, e foi aplaudida com buzinaços dentro dos carros. Do outro lado da indústria criativa, produtores de eventos e empreendedores do setor planejam o retorno apostando nas vantagens que a indústria 4.0 pode oferecer ao nosso novo modo de viver, o “novo normal”.

Foi pensando nas adaptações e no retorno do mercado de eventos que o empreendedor do setor Edison Edwin se uniu a produtores e empresários do entretenimento para implantar uma linha de máquinas operadas com sistemas de hardware inteligentes que automatizam as tarefas de barman, atendente, e, simultaneamente, disponibilizam sensores de álcool em gel para os consumidores fazerem a higienização das mãos.

O objetivo das máquinas que recebem o nome de Leva Bar e Leva Lanches é auxiliar no processo de retomada diminuindo o contato físico entre profissionais de atendimento e consumidores. “Assim como a maioria dos mercados, o de eventos também vai ter que passar por mudanças para se adaptar a essa realidade. Além de limitar a entrada de pessoas, com o retorno das atividades, evitar o contato físico e automatizar tarefas será necessário para aumentar a segurança de todos,” explica Edwin.

O mundo atravessa a era da transformação nas preferências e expectativas dos consumidores. Negócios que não acompanharem essa evolução certamente ficarão para trás. Companhias de todos os segmentos estão buscando trabalhar de maneira mais eficiente, atendendo melhor a seus clientes e se tornando mais competitivo.

Estudo recente da Accenture mostra a relação entre a implementação de tecnologias com o desempenho financeiro das empresas. Os negócios que menos investiram em inovação perderam 15% em receita anual e, até 2023, podem comprometer cerca de 46% de seus ganhos potenciais. Já pesquisa do SENAI indica que micro, pequenas e médias empresas que adotam tecnologias da indústria 4.0 aumentam sua produtividade em 22%, em média.

Desde 2015 que o empreendedor Edison Edwin já acompanhava os avanços em iOT, mesmo que uma pandemia como essa fosse inimaginável na cabeça dele e de qualquer outra pessoa. Há 8 anos apostou em uma fábrica de vending machine especializada em melhorar a experiência dos consumidores e ajudar as empresas a darem um toque de raridade nos projetos para o cliente final.

Sua primeira invenção focada em experiência foi a Sapatizi, franquia de de vending machine para festas de casamento e aniversários presente em 13 estados brasileiros cujo o objetivo é oferecer experiências de conforto e comodidade que vão desde de tecnologias para massagear os pés até máquinas com compartimentos para carregar o celular em festas e eventos – a Sapatizi Louge.

“A automação pode ser empregada em qualquer tipo de negócio, de qualquer tamanho, permitindo que as pessoas continuem a executar suas atividades, garantam sua subsistência e se reinventem em um mundo que a demanda pela transformação digital cresce a cada dia. Os negócios que entenderem isso conseguirão ser raros e únicos em suas áreas de atuação e, ao mesmo tempo, vão proporcionar uma melhor experiência para o cliente final,’’ conclui o empreendedor Edison Edwin.

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