A Coluna do Roberto Maciel (28.07, terça-feira): O estado é mínimo, mas o dinheiro para as empresas privadas é máximo

O fim privado do dinheiro coletivo

Ônibus lotado para a caravana da Embaixada! | Embaixada do Vozão em Brasília

Está para ser votada amanhã na Câmara dos Deputados uma dinheirama de R$ 4 bilhões dirigida aos sistemas de transporte coletivo nos estados e municípios. Na verdade, são sistemas públicos que operam por interesses privados. É óbvio que garantem empregos e renda, mas é natural que se espere das instâncias sociais uma atenção específica para isso. Já virou prática dos governos abrir mão de dinheiro para setores com o bancário ou da construção civil – é certo que agora apareça mais gente de olho no erário. O relator do texto é um nordestino, Hildo Rocha (MDB-MA). Ele defende a votação com urgência, alegando ser necessário que se mantenha a coerência, uma vez que a Casa aprovou apoio ao transporte aéreo. A comparação é indevida, até porque são naturezas distintas de transporte, mas Hildo argumenta que o serviço aéreo “emprega muito menos pessoas e tem menos impacto social”. E tasca essa: “Se temos hospitais funcionando é porque o porteiro e o técnico de enfermagem conseguiram chegar transportados por metrô e ônibus. Esse setor é importante”. As reticências, então, ficam por conta disso: a pandemia está sendo combatida pelos donos de empresas de ônibus. Em tempo: a imagem acima é só ilustrativa e não foi feita no Brasil.

Se é pra uns, há de ser pra outros
Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chama de “essencial” o auxílio às empresas de transporte coletivo, principalmente no que cabe às grandes e médias cidades. “Da forma como estão os recursos do FPM e FPE, os estados do Centro-Oeste, do Sudeste e do Sul não estão sendo atendidos. Não é justo resolver o problema só de alguns estados”.

Cadê o estado mínimo?
E embarca nessa lotação a velha e surrada tese do “estado mínimo”. Querem que seja mínimo quando se tratam de direito trabalhistas e garantias sociais, mas pretendem que seja máximo quando o assunto é dar dinheiro para empresas privadas.

Freio
Os mais empolgados com a grana grossa que deve entrar nos cofres das empresas de ônibus são os tucanos – essa categoria humana que acha que o Estado e o dinheiro do cidadão existem para servir aos interesses particulares das empresas. O líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), chega a taxa de “desespero” o sentimento do setor de transporte coletivo pela freada da receita na pandemia.

Outro olhar
Na mesma seara, embora com foco diferente, as comissões de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ) e de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente e Mobilidade Urbana da Câmara de Fortaleza aprovaram emendas a projeto de lei que prorrogam o calendário de realização de vistorias e ampliam a idade máxima de ingresso de veículos nos modais táxi, transporte remunerado privado de passageiros.

Homens ao mar!

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Começou em Caucaia, cidade que tem algumas das praias mais movimentadas do Ceará, a operação que o Centro de Salvamento Aquático Municipal adotou como política pública para os períodos de alta estação. A Prefeitura mantém quatro postos de vigilância nas áreas de maior fluxo de banhistas, como as praias de Tabuba e Cumbuco. São locais procuradíssimos por praticantes de esportes náuticos, como kitesurfe, incluindo estrangeiros. Não se trata se algo unicamente importante para a segurança, o que já seria muito, mas de algo valiosíssimo para o turismo.

Apoio
Embora esteja retomando gradativamente as atividades presenciais, o Sebrae do Ceará decidiu manter, por meio de agendamento, serviço de consultoria remota. O cliente pode agendar consultoria gerencial pelos canais de remotos e online de atendimento e aproveitá-la sem sair de casa ou escritório através de conexão com Internet. Isso facilita a vida de muita gente. E bote facilidade nisso.

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