Dicas para fazer pagamentos seguros

Embora seja provável que as fraudes existam desde os primórdios da civilização, elas nunca foram tão sofisticadas nem fizeram tanto uso de tecnologia quanto hoje. Foi-se o tempo em que recebíamos e-mails de desconhecidos pedindo para transferirmos um dinheiro para ajudá-los a resolver uma emergência. Hoje, os fraudadores se preparam e tentam conhecer suas vítimas o máximo possível antes de agir.

Muitas informações pessoais podem ser coletadas online nas redes sociais, em contas com senhas fracas que foram comprometidas ou compradas de hackers na dark web, o que permite que os criminosos saibam, por exemplo, quais lojas que você frequenta, o banco que você usa e os serviços que você assina.

Isso significa que quando você recebe uma ligação do seu banco, operadora de celular ou loja favorita pode, na verdade, estar falando com um criminoso. A maioria das instituições privadas e públicas não liga direto para o seu celular; portanto, só forneça informações pessoais ou financeiras se a ligação partiu de você.

Além disso, cibercriminosos estão se aproveitando do medo, da curiosidade e da boa-fé das pessoas durante a pandemia da COVID-19 se passando por organizações médicas e entidades sem fins lucrativos legítimas e roubar informações sensíveis. Os criminosos esperam qualquer descuido para tentar roubar informações pessoais e financeiras por meio de phishing, uma de suas táticas favoritas.

Você já deve ter ouvido falar de golpes de phishing por e-mail, mas esse não é o único caminho. Os criminosos também agem via telefone, mensagens de texto, sites e redes sociais. Por isso, é indicado ficar atento se receber e-mails de desconhecidos pedindo uma ajuda financeira para resolver uma emergência ou doações em favor de organizações médicas, entidades sem fins lucrativos ou instituições financeiras legítimas, pois os criminosos cibernéticos estão encontrando formas cada vez mais criativas de agir. Apesar disso, é possível se proteger de fraudes e a primeira linha de defesa é a informação.

“Não importa se as pessoas estão usando os meios de pagamento eletrônicos e digitais para pagar suas compras direto na loja ou via internet ou celular – a Visa continuará inovando na área de pagamentos para que mais pessoas tenham acesso a formas simples e práticas de pagar, colocando sempre a segurança como a maior prioridade”, afirma Eduardo Pérez, chefe regional de risco da Visa para a América Latina e o Caribe. “Na Visa, trabalhamos diariamente para alcançar os mais altos níveis de segurança, atuando com instituições financeiras, empresas e governos para disponibilizar os melhores canais de pagamento”.

Veja a seguir algumas modalidades de fraude, além de dicas de segurança e prevenção da Visa.

Evite fraudes nos pagamentos digitais

Fraudes nos pagamentos digitais são relativamente raras e você pode agir proativamente para evitá-las.

Para evitar

  • Use seu cartão com chip no ponto de venda inserindo-o no terminal ou faça pagamentos por aproximação nos terminais compatíveis com essa tecnologia. Contate seu banco ou emissor, caso você não tenha um cartão com chip e/ou apto a fazer pagamentos por aproximação.
  • Compre somente em sites de estabelecimentos comerciais reconhecidos e acesse-os digitando o endereço em seu navegador de internet, em vez de clicar em links contidos em sites de terceiros ou recebidos por e-mail.
  • Inscreva-se no serviço de alerta do seu emissor para receber notificações de pagamento por mensagem de texto ou e-mail, em tempo real. Esses alertas permitem que você verifique pagamentos legítimos e contate o emissor rapidamente ao notar alguma transação não reconhecida.
  • Contate os estabelecimentos comerciais com os quais você mantém um relacionamento e tem pagamentos recorrentes habilitados – como aplicativos de transporte, jogos digitais e serviços de TV por assinatura e streaming de filmes e/ou músicas – e resolva as cobranças não reconhecidas diretamente com eles.
  • Contate seu emissor imediatamente se identificar transações em estabelecimentos comerciais desconhecidos.

Cuidado com a fraude cibernética

Na fraude cibernética, os criminosos usam um software malicioso para obter seus dados pessoais, números de conta e chaves pessoais na internet.

Para evitar

  • Nunca entre no site do seu banco usando links ou acessos rápidos contidos em mensagens ou e-mails supostamente enviados pela instituição.
  • Sempre digite o endereço do site do banco direto na busca.
  • Um banco jamais solicitará suas senhas ou informações financeiras por e-mail. Portanto, não responda a essas mensagens.
  • Não baixe anexos de remetentes desconhecidos. Pode ser vírus.
  • Evite usar computadores ou redes públicas para acessar o site do seu banco ou fazer transações.

Phishing – como lidar bem com seu e-mail

O roubo de identidade, conhecido como phishing, é uma modalidade de fraude via e-mail que tenta enganá-lo para descobrir os números dos seus cartões de crédito, documentos pessoais, contas bancárias e outras informações particulares. A maioria desses golpes começa com uma mensagem de e-mail com um link para um site falso, mas muito parecido com o original. Esse site falso usa logotipos e imagens da instituição que está tentando imitar ilegalmente e encaminha suas informações pessoais aos criminosos assim que você as insere.

Como combater o phishing

  • Desconfie de qualquer e-mail pedindo informações pessoais.
  • Não responda a essas mensagens, não clique em links e não insira informações em sites duvidosos.
  • Verifique a legitimidade do pedido de informações ligando para seu banco.
  • Denuncie mensagens de e-mails ou sites suspeitos à sua instituição financeira.
  • Fique esperto com telefonemas: criminosos podem ligar e se apresentar como sendo de entidades financeiras, comerciais e até filantrópicas. Cuidado, pode ser um golpe.

Dicas para não cair em golpes por telefone 

  • Uma instituição financeira nunca liga para o portador de cartão para pedir informações pessoais de suas contas. Nunca forneça informações, a menos que a ligação tenha partido de você. 
  • Cuidado com mensagens que dizem que você foi premiado em um concurso de que não participou.
  • Não se sinta obrigado a fornecer números de cartão por telefone.
  • Peça detalhes: se a pessoa não souber responder, é golpe.
  • Não peça um “número para retornar a chamada”. Seja proativo, informando-se sobre a instituição que o contatou e procurando o número de telefone oficial da entidade.
  • Denuncie essas ligações suspeitas ao emissor do seu cartão ligando para o número informado na parte de trás do cartão.

VISHING – Não seja vítima de ligações enganosas 

Nesse tipo de fraude, os golpistas ligam para o consumidor e se apresentam como representantes de empresas de cartão, instituições financeiras, instituições de caridade ou empresas, informando que ele venceu um concurso ou promoção e instruindo-o a comparecer a determinado endereço com um documento de identidade e seu cartão de débito ou crédito para retirar o prêmio. Esses golpes são conhecidos como Vishing, pois combinam ‘voz’ e ‘phishing‘.

No Vishing, os criminosos usam um sistema de mensagens pré-gravadas ou uma pessoa que liga para pedir informações financeiras pessoais. Os golpistas também podem solicitar suas informações pessoais durante a chamada, ou até mesmo pedir para ligar para outro número e inserir os números de seu cartão de crédito, datas de validade, números de documentos pessoais e outras informações.

Você já recebeu uma ligação avisando que venceu um concurso, sem ter participado? Ou uma ligação pedindo para você ir até determinado endereço para retirar um prêmio que não tinha ideia de como ganhou? Você pode se tornar uma vítima de fraude ao fornecer informações financeiras e pessoais pelo telefone. Para que isso não aconteça, é importante saber identificar possíveis golpes e estar pronto para agir imediatamente.

Como combater o vishing

  • Se achar que foi contatado por um golpista, investigue quem ligou e evite aparecer no endereço indicado. Confira atentamente os extratos da sua conta e contate seu banco imediatamente se notar alguma transação suspeita.

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