Associativismo: crescimento do setor impulsiona o desenvolvimento de associação de proteção veicular

Estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), do Governo Federal, aponta que o Brasil fechou o ano de 2017 com 820 mil organizações da sociedade civil, sendo que 99 mil delas são representadas por associações civis sem fins lucrativos. Estes dados representam um aumento de mais de 100% desde a apresentação dos números em uma pesquisa anterior.

Ainda de acordo com informações de uma análise desempenhada pela empresa Ernest Young, por encomenda da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o faturamento anual do setor de associações de proteção veicular varia entre 7,1 e 9,4 bilhões de reais. A pesquisa também aponta que atualmente existem cerca de 687 associações de proteção veicular no Brasil com mais de 4,5 milhões de associados.

O fenômeno do associativismo no Brasil tem crescido exponencialmente durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus, e a previsão é que os números continuem a crescer, mesmo após o fim da crise. O aumento significativo se deve a diversos fatores, que vão desde a readequação do potencial de compra da população até o surgimento de novas tecnologias.

De acordo com Ismael Nascimento, presidente da Associação de Proteção Veicular Bem Protege, o bom custo-benefício também possui grande influência sobre o crescimento deste fenômeno entre os brasileiros. “No caso da proteção veicular, por exemplo, isso fica bastante claro. A proteção oferecida por uma associação chega a ser entre 30% e 40% mais em conta do que o proposto por empresas do mercado”, explica.

Do ponto de vista mercadológico, o associativismo representa espaço para diálogos produtivos, circulação de informações confiáveis e de vínculo entre empresários. “O que estamos vendo hoje em dia, é um aumento da conscientização sobre as vantagens oferecidas por uma associação, e esse é um dos motivos que têm ocasionado, desde o ano passado um maior número de filiações”, observa.

Segundo Ismael, o fortalecimento do associativismo foi essencial para que a curva de seu crescimento se mantivesse intacta, mesmo em um contexto de crise, o que acabou impulsionando o aumento dos números. “Neste ano, a Bem Protege apresentou um crescimento de 500% na quantidade de associados. Isso se deve ao desenvolvimento de um modelo de gestão eficiente e adoção de novas práticas. Os valores dos benefícios oferecidos pela associação não são pautados por análises de perfis. Todos os nossos associados fazem suas contribuições com um valor fixo. Ainda buscamos disponibilizar serviços que não só proporcionem baixos custos, como também praticidade e qualidade”, ressalta.

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