Ex-presidente do BB deve explicar renúncia à comissão da #covid-19 no Senado

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, durante cerimônia de posse aos presidentes dos bancos públicos.

A comissão mista do Congresso Nacional que acompanha a situação fiscal e a execução orçamentária das medidas relacionadas à covid-19 aprovou dois requerimentos de audiências públicas nesta quinta-feira (30). Um dos convites, apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), é para que o ex-presidente do Banco do Brasil Rubem de Freitas Novaes preste esclarecimentos sobre sua renúncia ao cargo.

Em seu requerimento, Randolfe argumenta que o Banco do Brasil é uma instituição essencial para os brasileiros. E todos os acontecimentos em torno de sua gestão devem ser acompanhados pelo Congresso.

“É fundamental a presença do senhor Rubem Novaes a esta comissão para que possamos compreender suas manifestações. O Banco do Brasil é um dos principais instrumentos de apoio do Estado brasileiro no combate aos efeitos da pandemia pela qual passa o país, servindo inclusive de instrumento de repasse dos recursos públicos para mitigação dos efeitos econômicos e sociais. Micros e pequenas empresas, por exemplo, têm se apoiado na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil em busca de recursos para atravessar a queda drástica da economia”, afirma o senador.

Além de Randolfe, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) já havia sinalizado a intenção de saber do ex-presidente do BB as motivações de seu pedido de demissão, ocorrido em 24 de julho. Segundo Kajuru, os parlamentares têm a obrigação de ouvir Rubem Novaes “para que ele detalhe o que viu de privilégios, compadrio e corrupção nos 18 meses em que esteve na presidência do banco oficial”.

Ipea

Apresentado pelo presidente da comissão mista, senador Confúcio Moura (MDB-RO), o segundo requerimento é para que seja ouvido em audiência pública virtual o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos Von Doellinger.

As datas das duas reuniões ainda serão definidas.

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