Startup investe em ferramentas e boas práticas para superar crise durante a pandemia

O que é uma startup? | Exame

Há cerca de 120 dias com a equipe totalmente em home office, A Celebryts, startup focada em marketing de influência, conseguiu manter sua produtividade com trabalho remoto e superar a crise da pandemia do novo coronavírus sem demissões ou reduções salariais. Isso porque a startup decidiu, logo no começo da pandemia, voltar seu olhar para dentro e redefinir práticas e processos internos a fim de poupar seu maior ativo, os colaboradores.

Com mais de 30 pessoas na equipe e times que necessitam trabalhar de forma integrada, o primeiro passo foi investir em ferramentas de gerenciamento remoto que auxiliassem a equipe a não se sentir tão isolada e facilitasse o contato virtual. Para isso, aumentou em 30% seus custos com soluções, como Monday,  um gerenciador de projetos que permite que as organizações criem fluxo de trabalho personalizado em um ambiente sem código, focado em automatizar o fluxo de tarefas das equipes; o Google Meets corporativo, que possibilita que as equipes possam usar recursos avançados além dos disponíveis da versão gratuita, como gravação da reunião e o Discord, um aplicativo de voz sobre IP, que oferece salas virtuais de áudio para as pessoas se comunicarem de maneira mais ágil, dando a possibilidade de replicar as salas que possuem no escritório, só que agora virtualmente. 

Outro movimento da Celebryts foi uma pesquisa interna para ouvir todos os colaboradores sobre como estavam se sentindo nesta fase de isolamento forçado. “Nosso intuito foi não só saber como cada um estava emocionalmente, mas também entender quem estava confortável em home office e quais áreas funcionaram bem no distanciamento. Com isso, foi possível planejar o trabalho 100% remoto de algumas equipes, mesmo após a retomada da vida sem o isolamento social”, conta Leandro Bravo, co-founder e CMO da Celebryts. “Notamos que algumas áreas, como a de tecnologia por exemplo, se desenvolveram melhor, apesar de considerarmos que esta situação não é um home office devido a obrigatoriedade de confinamento. Então, se algumas equipes funcionam melhor remotamente, por que não passar a atuar assim?”, diz.

Para Bravo, o isolamento forçado impulsionou as empresas a refletirem sobre a necessidade de um espaço físico. Se antes, escritórios modernos e bonitos eram importantes, em breve, o “novo normal” será termos ambientes de trabalho cada vez mais virtuais e remotos, evitando grandes deslocamentos. “O espaço físico começa a ser questionado e não deixamos de avaliar, mesmo que possa pareça exagerado, ter um espaço físico em que cabem menos pessoas do que colaboradores contratados, criando um rodízio entre as equipes”, pondera.

Outro ponto importante foi a definição de uma estratégia de retomada. Assim como no começo da pandemia, a Celebryts está sempre de olho nas orientações das autoridades, e mais que isso, está sempre um passo além nas decisões no que diz respeito às flexibilizações. “Começamos nossa quarentena com nosso time uma semana antes, por medida de cautela, e nosso retorno também será bem mais comedido. Nossa ideia é deixar nosso escritório aberto para quem se sentir confortável e precisar sair um pouco de casa durante a volta, mas não vamos tornar esse retorno mandatório. E para quem quiser voltar, teremos todos os protocolos de higienização necessários para este novo momento”, diz Bravo.

“Nunca imaginamos ter que passar por uma situação como esta. Mas hoje, nos orgulhamos de podermos contar o nosso maior caso de sucesso até o momento! Agimos de forma rápida e coerente e o resultado foi que conseguimos manter a parte mais importante da nossa empresa, que é o nosso time, sem prejuízos em termos de saúde e integridade física, e mais, sem prejuízos financeiros”, conclui.

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