97,8% dos profissionais dizem que ter experiência com trabalho remoto ajudou a lidar com isolamento social

Em junho, a startup JobHome, de atendimento ao cliente em home office aplicou uma Pesquisa de Clima Organizacional para medir o nível de estresse dos 2580 funcionários. A amostra contou com a resposta de 80% do quadro de profissionais, que demonstraram estar com a saúde física e mental fragilizadas por conta do isolamento social.

Para 97,8%, já ter experiência com trabalho remoto ajudou a lidar com o atual momento, amenizando maiores reflexos na produtividade. Isso porque a JobHome atua com modelo home office desde 2017.

Cerca de 46,6% e 37,8% dos profissionais, respectivamente, disseram estar com a saúde física igual ou pior após início da pandemia. Sobre a saúde mental, 51,1% disseram estar igual antes e durante o isolamento social e 42,2% disseram estar pior.

Dos 68,9% dos respondentes com filhos, 61% deles afirmaram estar sendo desafiador lidar com eles dentro de casa, já que estão sem aulas presenciais.

Ao perguntar sobre qual medo eles têm no momento, 48% responderam sentir medo de perder o emprego e 38% disseram ter medo de contrair o covid-19. Os demais funcionários disseram ter medo de perder alguém da família por covid-19.

Para manter a saúde mental e física e a produtividade dos funcionários em home office, meio a pandemia, a JobHome investiu em treinamentos online e no happy hour online, com objetivo de aumentar a interação e socialização entre os colegas de trabalho, durante o isolamento.

“Quando se trata de um modelo de trabalho presencial, trabalhar o clima e cultura da empresa é um desafio. E quando se trata de um modelo home office, então, é um desafio duplo. Daí a ideia de aumentar as interações online”, explica Ricardo Galdino, Co-fundador e CMO da JobHome.

Quando a startup operava normalmente com o escritório aberto, em São Paulo, antes da pandemia, já era comum ter happy hour às sextas-feiras para descontrair o ambiente e garantir ainda mais engajamento entre quem trabalha em home office e no escritório.

Essas ações, somadas aos horários flexíveis e ao modelo home office, tem atraído cada vez mais candidatos via site e redes sociais. Não é à toa que a startup tem recebido em média 5 mil currículos por mês.

“O número chama nossa atenção. Temos tentado olhar para esses currículos com bastante cuidado para enxergar, por meio deles, profissionais com competências para o trabalho de call center em home office”, explica Ricardo.

Segundo o CEO da companhia, Geraldo Brasil, todas as iniciativas resultam numa taxa de rotatividade de funcionários menor que 3%. “Nossa taxa de turnover está abaixo de 10%. Para ter ideia da importância desse número, desde abril só contratamos, não demitimos ninguém”, conta satisfeito. Na operação de call center tradicional, as estatísticas de turnover (taxa de rotatividade) variam entre 30 e 40%.

“Como sabemos que a taxa alta se traduz em custos relacionados aos processos de recrutamento e treinamento, além da perda de produtividade das equipes, o que é mais sensível a JobHome, investimos em tempo e capital humano para evitar a falta de desafios no trabalho em home office, principalmente neste período da pandemia, atividades repetitivas, falta de treinamento, reconhecimento e flexibilidade, ausência de possibilidades de crescimento na carreira ou oportunidades de desenvolvimento”, explica Ricardo Galdino.

Para o próximo semestre, a startup inicia uma operação âmbito Brasil para montar um banco de currículos com profissionais de todos os estados.

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