Sistema de gestão é anunciado como forma de reduzir gastos com aluguel de imóveis da União

O Governo Federal anunciou ter iniciado gestão cadastral de ocupação de imóveis da União para reduzir custos com aluguéis e gerar economia de recursos para o país. O Sistema de Gerenciamento do Patrimônio Imobiliário de Uso Especial da União (SPIUNet), desenvolvido pelo Serpro para o Ministério da Economia, será o canal para que órgãos e entidades do Executivo Federal em todo o Brasil realizem a atualização cadastral da ocupação de imóveis. Com a iniciativa, o Governo estima economia de cerca de R$ 1,3 bilhão nos próximos três anos.

De acordo com a Portaria nº 38, de 31 de julho deste ano, até o próximo dia 10 de setembro, serão coletadas as informações relativas aos imóveis situados no Distrito Federal e, até o dia 10 de dezembro, os dados referentes aos imóveis situados nos estados. Esse trabalho ajudará o governo a planejar as ações para a redução de custos com aluguéis.

Para o secretário de Coordenação e Governança do Patrimônio da União, Fernando Bispo, esse trabalho de levantamento de dados em parceria com o Serpro é importante para verificar onde é possível reduzir custos e promover uma melhor ocupação dos imóveis da União na Administração Pública. “Isso significa uma ocupação mais eficiente e com maior racionalidade, aproveitando as oportunidades, inclusive, com a inclusão do teletrabalho na Administração Pública. A expectativa da SPU é possibilitar um novo cadastro da ocupação desses imóveis, em um formato que possibilite realizar análises e construir soluções que aumentem a eficiência e a gestão das áreas. Contamos com o Serpro nesse desenvolvimento introduzindo mais tecnologia e inteligência na análise dos dados através de suas soluções”, destaca Bispo.

O secretário de Gestão do Ministério da Economia, Cristiano Heckert, revela que o gasto da Administração Pública Federal com aluguéis no país é alto, girando em torno de R$ 850 milhões por ano, sendo R$ 350 milhões somente no Distrito Federal. “A gente ganha não só com o aluguel, mas também em várias outras despesas, como água, luz, telefone, limpeza, manutenção predial e assim por diante. Após a coleta das informações, será possível saber a quantidade pessoas em trabalho integral nos prédios e quantas estão atuando de forma semipresencial. Assim, será possível ajudar os órgãos a redefinir essa ocupação a partir do uso compartilhado de estações de trabalho, por exemplo”, defende Heckert.

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