Economista aponta que poupança pode não ser a melhor escolha se comparada a outras opções

Poupança antiga e FGTS dão a volta por cima: vale a pena sacar? | A Gazeta

A economista e professora mestra Ailza Lima, do curso de Ciência Contábeis do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, aponta que manter o dinheiro na poupança atualmente, comparado aos outros tipos de investimentos, pode não ser a melhor escolha.

Em reunião recente do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom/Bacen), a Selic foi reduzida para 2% ao ano. A taxa da poupança é formada pela Taxa Referencial (TR), que atualmente é 0,00% ao mês mais 70% da Selic ao ano (quando a taxa Selic for menor ou igual a 8,5% ao ano).

Nesse sentido, a economista compara a poupança com investimentos em bancos que usam os juros do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) para remunerar as aplicações feitas. “Conforme publicado no Brasil, Bolsa e Balcão (B3), o CDI acumulado em 2019 foi de 5,96%, enquanto que a poupança rendeu 4,34%, e nesse mesmo ano a Selic acumulou 5,79%”, apresenta.

Diante desse cenário, a professora do Unipê indica que para realizar qualquer tipo de investimento, é necessário saber o seu perfil de investidor naquele determinado momento e explica esses perfis.

“Uma pessoa que possui uma determinada quantia que pretende utilizar no longo prazo e aceita correr um dado nível de risco, buscando o máximo de retorno possível naquele investimento, é considerada uma investidora com perfil moderado. O investidor moderado diversifica o seu conjunto de investimento, denominado Carteira ou Portfólio, unindo investimentos arriscados (exemplo, ações) com investimentos sem riscos (exemplo, títulos do tesouro direto). Por outro lado, o investidor com perfil conservador não aceita correr risco e procura manter seus investimentos com risco zero. Já o investidor com perfil agressivo, busca altos níveis de retornos e consequentemente corre altos níveis de riscos”, esclarece Ailza.

Para as pessoas que temem aplicações de risco, existe a opção de investimentos que são assegurados pelo Fundo Garantido de Créditos. O FGC deixa garantido até o valor de R$ 250 mil reais para cobertura nos investimentos realizados: depósitos de poupança; Letras de Câmbio; Letras Hipotecárias;Letras de Crédito Imobiliário; Letras de Crédito do Agronegócio; Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificados RDB (Recibo de Depósito Bancário) e CDB (Certificado de Depósito Bancário).

RISCO ZERO

Dentre todos esses investimentos, o que possui risco zero é o tesouro direto, diferente da poupança, considerada de baixo risco. São aplicações com retornos maiores que o investimento em poupança, entretanto o retorno total só é obtido em médio e longo prazo.

“Por exemplo, o Tesouro Prefixado 2023, projeta rentabilidade anual de 3,83%, com aplicação mínima de R$ 36,36 e vencimento em 01 de janeiro de 2023 (prazo de resgate com a rentabilidade total). Dentre os Títulos Prefixado, com maior rendimento, destaca-se o Tesouro Prefixado 2031, com juros de 6,85% ao ano, paga juros a cada semestre (cupons de juros). De acordo com o site do Tesouro Direto, em caso de resgate antecipado, o Tesouro Nacional garante sua recompra pelo seu valor de mercado”, esclarece a docente Ailza.

RENDA VARIÁVEL

Por fim, a especialista orienta que para investimentos em renda variável, como as ações, é preciso ter conhecimento em Análise fundamentalista (desempenho econômico e financeiro das empresas que possuem ações negociadas na Bolsa de Valores) e Análise Técnica (compreensão gráfica do comportamento das ações).

“A maioria das corretoras de investimentos possuem suporte para as pessoas sem conhecimento em renda variável. É importante lembrar que investimento em renda variável é arriscado por causa da volatilidade do mercado e expectativas dos investidores”, coloca.

“Diante de tantas vantagens nos investimentos sem riscos que geram um retorno maior que a poupança, esta pode não ser uma boa opção para investimento a médio e longo prazo”, conclui.

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