Serviços digitais crescem durante a pandemia; é necessário redobrar cuidado com golpes virtuais

Matéria distribuída pela Coordenadoria de Comunicação da Câmara de Fortaleza, assinada por Anna Regadas:

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As medidas adotadas para conter a disseminação do novo coronavírus, como o isolamento social, fechamento de comércios, empresas e indústrias, resultaram em mudanças na rotina da população. O trabalho home office, as aulas digitais, a necessidade de compras fizeram com que as pessoas procurassem nos meios digitais a solução para essa nova realidade.

Como explica o diretor da Coordenadoria e Informação de Dados (Coid) da Câmara Municipal de Fortaleza, Henrique Mota, houve um crescimento exponencial dos serviços de comunicação digital, de dados, de videoconferência. ” O Zoom, por exemplo, que é uma das ferramentas que a Câmara usa, saiu de 0 para 1 mil, da noite para o dia. A própria Microsoft, se adaptou a esse novo mercado e transformou uma de suas ferramentas em plataforma colaborativa para grandes empresas”, citou.

Segundo Henrique, as pessoas tiveram que montar uma nova estrutura tanto dentro de casa, como nas empresas que não estavam planejadas para o modelo de trabalho home office, ou híbrido, com o distanciamento social. Houve também uma demanda maior para os prestadores de internet, a qualidade precisou ser melhorada para atender o consumidor.

As empresas investiram no modelo de negócios digitais, a exemplo da Magazine Luiza, que disponibilizou a plataforma com vendedores online. “A própria Amazon fortaleceu muito a operação dela no Brasil, pois viu um nicho de mercado e aproveitou, assim como Americanas, Submarino, entre outras. Claro que sempre vai existir a pessoa que prefere ir na farmácia, ver o produto, mas o mercado digital através da análise de dados, da inteligência artificial, tem sido bastante eficaz. “, apontou.

Outro serviço que aumentou significativamente, conforme Henrique, foi o Delivery. Empresas que já estavam no mercado se fortaleceram, ampliando a disponibilização de produtos e lojas cadastradas, como também permitiu espaço para que lojas lançassem seus aplicativos próprios de entrega. Para as vendas, houve o investimento maior nas mídias sociais com o uso de ferramentas como o Instagram e Facebook. O famoso boca a boca passou a ser através de uma persona digital, os “influencers digitais”.

“A pandemia trouxe à tona esse novo mercado e acredito que ele só tende a crescer, até mesmo porque ele foi posto e imposto para pessoas que não iriam para ele. Por exemplo, a minha mãe, é uma pessoa mais tradicional e não iria fazer compras na internet, não iria usar comunicação online e hoje ela só tem essa opção. Por ser idosa, do grupo de risco, ela tá imposta a essa realidade. E isso está fazendo com que cada vez mais as pessoas entrem para o mundo digital”, afirmou o diretor.

Crescem também os golpes virtuais

Ao mesmo tempo em que cresceu o uso de ferramentas digitais também aumentaram o número de casos de golpes virtuais. Um deles que vitimou vários brasileiros, logo no começo foi a criação de um site falso que prometia um”auxílio cidadão” no valor de R$ 200 reais para as vítimas. A plataforma apropriou-se de elementos visuais de canais do Governo e enganou diversas pessoas.

As fraudes mais comuns identificadas nesse período foram no auxílio financeiro da Caixa Econômica Federal, nas quais foram utilizados dados de outras pessoas para a solicitação do benefício. Nas lives musicais também, pessoas criavam canais de transmissão e códigos falsos para roubar as doações. Outro ação criminosa foi a divulgação em emails e whatsapp de links falsos sobre distribuição gratuita de álcool gel. Isso sem mencionar as Fake News relacionadas à cura e tratamento da Covid-19.

Segundo o diretor da Coid, Henrique, hoje as empresas investem bastante em segurança, mas ressalta que é preciso instruir a população sobre os golpes cibernéticos. “Obviamente que a população precisa ser instruída sobre os golpes cibernéticos, que inclusive aumentou. O ladrão antes era da saidinha bancária e agora é o que manda para você o link como se fosse do seu banco, do teu seguro, como sendo da tua compra e como a gente ainda tem uma população que não se alfabetizou digitalmente, isso se torna um problema maior”, destacou.

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