Novas formulações com babaçu serão apresentadas por quebradeiras de coco no Maranhão

Como parte de resultado de projeto da Embrapa Cocais para desenvolver novos processos e produtos alimentícios feitos com a amêndoa e outros subprodutos do babaçu, amanhã, dia 10 de setembro, às 16h, serão apresentadas novas formulações de sorvete e biscoito na lanchonete Cantinho das Delícias do Babaçu do Quilombo Pedrinhas Clube de Mães em Itapecuru Mirim-MA. Também serão apresentados bolos e pães produzidos com o conhecimento tradicional das quebradeiras de coco. Para assistir, clique aqui.

O objetivo do projeto é estudar possibilidades de ocupar novos nichos de mercado a partir da agregação de valor ao produto, promovendo a interação de conhecimentos técnicos e tradicionais para aumentar o valor agregado da produção artesanal e a inserção das quebradeiras de coco no mercado.

Segundo Guilhermina Cayres, pesquisadora da Embrapa Cocais, grupos organizados de quebradeiras de coco vêm produzindo e comercializando pães, bolos, biscoitos e sorvetes feitos com babaçu, cuja produção local não consegue atender nichos de mercado que valorizam alimentos artesanais devido à falta de padronização, informações técnicas nos rótulos e regularidade desses produtos. “O crescente interesse sobre alimentos artesanais abre oportunidades ao babaçu como matéria-prima para a alta gastronomia e nichos de mercado. Os alimentos são elementos potenciais para criar sistemas alimentares que valorizam a identidade sociocultural de povos e comunidades tradicionais do Maranhão, gerando trabalho e renda, inserindo o Maranhão como referência da bioeconomia e no uso sustentável de produtos da biodiversidade do Estado. O que se quer é  desenvolver produtos considerando as condições específicas das quebradeiras de coco e suas práticas tradicionais, sem imprimir muitas modificações à forma como elas vêm praticando o processo, mas estabelecendo melhorias, padronizações – incluindo as de qualidade e segurança alimentar –  agregação de valor às amêndoas quebradas e diversificação de produção”, detalha.

Sobre a pesquisa – Vem sendo realizada por meio da atividade “Novos processos alimentícios com babaçu”, vinculada ao Projeto Bem Diverso – parceria entre Embrapa, Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) –, e também com aporte parcial de recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) no âmbito do projeto “Soluções tecnológicas e redes de comercialização para alimentos à base de babaçu produzidos por quebradeiras de coco em comunidade quilombola do Maranhão”. Outra fonte de financiamento do projeto é a Embrapa (recursos descentralizados), com a recente aprovação do projeto Novos alimentos com amêndoa de babaçu. São parceiros na pesquisa a Universidade Federal do Maranhão – UFMA, Instituto Federal do Maranhão – IFMA, Associação Maranhense dos Artesãos Culinários – AMAC, Embrapa Agroindústria Tropical e Conecta Brasil 360.

Os estudos abarcam diferentes exigências do mercado de alimentos: nutrição, saúde, qualidade e segurança alimentar, serviço ambiental, valorização dos produtos da culinária regional e da cultura regional, gastronomia e turismo, entre outros, além de permitir a inclusão social das quebradeiras de coco. 

Como modelo de trabalho para o desenvolvimento desse projeto, está sendo utilizado o território do Vale do Itapecuru, que possui histórico de extrativismo do babaçu e diversos grupos organizados que já realizam o processamento do babaçu e a produção de alimentos à base de babaçu, por exemplo: Cooperativa das Quebradeiras de Coco Babaçu de Itapecuru-Mirim (Coobavida), União dos Clubes de Mães de Itapecuru-Mirim, Associação das Quebradeiras de Coco Babaçu do Povoado União do Município de Itapecuru-Mirim, Agroindústria Comunitária de Derivados do Babaçu, e outras.

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