Pandemia faz criadores de conteúdo do I Hate Flash se reinventarem

Se se pode falar em consenso durante a pandemia do novo coronavírus, um é nítido: não está fácil pra ninguém. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE, no primeiro trimestre do 2020, 7,14 milhōes de brasileiros perderam os empregos, o que dá 32,892 milhōes de pessoas sem trabalho, somados os subutilizados.

Todos os setores passaram por dificuldades. Agora imagine quem vive da cobertura de eventos, como os  produtores e produtoras de conteúdo I Hate Flash (www.ihateflash.net). Com mais de dez anos de história, responsáveis pelas coberturas oficiais de grandes festivais de música como Rock in Rio e Lollapaloooza, eles se viram, por meses, sem conseguir realizar o que fazem de melhor. “Foi um balde de água fria que, depois do susto inicial, acabou fazendo a gente acordar pra novas possibilidades. Muita gente passou a olhar pra dentro de si e nós fizemos o mesmo”, conta Francisco Costa, sócio e financeiro do I Hate Flash. Dos limões eles fizeram uma limonada. 

Estabeleceram rotinas semanais de reuniões por vídeo, o que mudou completamente a maneira de trabalhar. “Ficamos mais presentes nas vidas uns dos outros e conseguimos dividir tudo de acordo com a função ou preferência de cada um”, explica Clara Castro, responsável pela área de atendimento do coletivo.

O ser humano em primeiro lugar

O fotógrafo Luiz Sontachi é um dos colaboradores mais antigos do IHF. Ele estava passando por um grande desafio com a depressão no início da pandemia e se viu acolhido pelo grupo durante uma conversa. “Pela doença acabamos achando que ninguém gosta da gente e receber tudo que recebi deles me ajudou a quebrar barreiras que eu mesmo tinha criado. Todos fazem parte de um raio de luz que ultrapassou a escuridão que eu estava”.

Focado em ajudar os colaboradores, o RH fez então uma pesquisa com equipe fixa e fornecedores sobre as necessidades que passavam. Com base nas respostas, passaram a promover outros tipos de encontros virtuais, entre eles com uma psiquiatra. Ah! E teve até aula de frevo online com Anette Carla Alencar, uma das fotógrafas do IHF, que também é professora de dança. Imagine quanta risada rendeu esse pessoal todo pulando na frente do computador.

Manda mais conteúdo que está pouco!

Fato é que a criatividade que era entregue nos trabalhos para os clientes estava represada. O jeito foi dar vazão criando mais conteúdo para eles mesmos. Um dos resultados foi o I Hate Cast, um podcast que é uma busca continua por conversas boas e trocas verdadeiras. Muita gente maneira já participou: Marcelo D2, Karol Conka, Ju Wallauer, Karen Jonz, Gregório Duvivier, entre outros.

No Instagram o que não faltou foram novos quadros. Tem as receitas deliciosas, no ‘I Hate Cooking’. Para apoiar e fortalecer o trabalho dos colaboradores, tem o ‘Trampos autorais’, o ‘Indica’, com dicas de tudo quanto é gente legal e o ‘Dicas’ em que a audiência dá indicações mil. Sem esquecer do sucesso ‘I Hate Challenge’, em que a criação de conteúdo é feita a partir de um tema.

“Agora que estamos voltando a trabalhar, conseguimos deixar nosso próprio conteúdo mais estruturado. Assim, vai ser mais tranquilo para, daqui para frente, alimentar o que criamos e seguir nesse caminho”, conclui Castro.

Para conhecer o I Hate Flash acesse: www.ihateflash.net  

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