Dia do Inventor: como tirar uma ideia genial do papel?

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de desocupados no país chegou a 14,4 milhões na quarta semana de setembro. Além disso, com a crescente terceirização dos serviços nos últimos anos, o risco de trabalhadores perderem sua fonte de renda principal só aumenta.


foto do acervo do Museu das Invenções

Sendo assim, é natural sentirmos a necessidade de pensarmos em ideias para sermos nossos “próprios chefes” ou termos mais de uma fonte de renda. Mas no caso de invenções e criações inovadoras, como tirar ideias geniais do papel? Para celebrar o Dia do Inventor, comemorado hoje (4 de novembro), separamos algumas dicas da ANI (Associação Nacional dos Inventores).

Como lançar uma ideia no mercado?

Primeiro de tudo, após o surgimento de uma grande ideia, é preciso se certificar de que ela já não existe. Para isso, é possível pesquisar em sites de busca ou pelo portal do Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

Confirmado que é algo inovador, é hora de se proteger. Não saia por aí contando para as pessoas sobre sua ideia genial antes mesmo de registrar a patente, um documento que irá garantir ao titular exclusividade para explorar comercialmente a criação.

Não é preciso ter um protótipo, por exemplo, para fazer o registro. Basta que a ideia esteja bem escrita para o requerimento. Como esse processo pode gerar algumas dúvidas sobre como fazer isso, em qual categoria registrar e sobre o que é preciso proteger, é interessante buscar ajuda de um especialista no assunto.

Passada essa etapa, aí, sim, é hora de ir atrás do protótipo, investidores e apoiadores para colocar a ideia em prática. Para isso, é possível montar um negócio próprio para explorar a invenção ou negociar com uma grande empresa.

Novamente, pode não ser tão simples para todo mundo realizar esses procedimentos, que incluem divulgação da criação. É por isso que, há mais de 30 anos, a ANI presta suporte a inventores e empresários.

Qual o trabalho da Associação Nacional dos Inventores?

Os profissionais da ANI possuem todo o conhecimento para ajudar inventores a tirar suas ideias do papel da forma mais segura possível. A entidade oferece uma série de serviços e assessoria em todas as etapas, desde a análise inicial do projeto, patente, busca de investidores até o objetivo final, que é a comercialização no mercado do produto ou serviço.

Muitas das ideias surgem a partir de pequenos transtornos do dia a dia, como a falta de uma mesa boa o bastante para o home office, por exemplo.  Foi pensando no número de casos cada vez maior de pessoas com dores nas costas que a inventora Heleny Paixão criou uma mesa multifuncional que pode ser acoplada em diversas cadeiras e em diferentes alturas e inclinações.

Outras ideias simples, mas que nunca haviam sido colocadas em prática antes, são a da EasyGrill, uma churrasqueira portátil e dobrável para ser levado aonde a pessoa quiser, e a do tênis com aberturas, que combina a segurança de um tênis tradicional com o frescor de um chinelo.

Além de promover as invenções brasileiras e prospectar parceiros de negócios no mercado, a ANI também abriga em sua sede, na cidade de São Paulo, o único museu de invenções da América Latina, chamado de ‘Inventolândia’.

O Museu das Invenções conta com mais de 500 protótipos de inventores brasileiros, abertos à visitação para alunos e ao público em geral.

Deixe uma resposta