Planejamento é essencial para empresas no final de ano, destaca Senac-CE

Os últimos meses do ano são os mais importantes para boa parte das empresas brasileiras. Isso porque as datas comemorativas de dezembro são responsáveis pelo maior volume de vendas de todo o ano. A movimentação causada por confraternizações, festas e presentes tem impactos positivos em setores que vão desde lojas de departamentos e supermercados até restaurantes e salões de beleza.

Mas todo esse movimento pode deixar de ser sonho e virar pesadelo se as empresas não estiverem devidamente preparadas para receber a demanda maior de clientes, ou ainda se elas se prepararem para atender um volume muito maior do que o real. As duas situações podem causar prejuízos não somente financeiros, mas também na satisfação do público, que pode deixar de frequentar o local depois de um mau atendimento.

Para evitar problemas e tirar o maior proveito do período em que o consumidor está mais disposto a gastar, a chave é planejamento. “Planejar é o processo de projetar o passo seguinte levando em conta as variáveis existentes no presente momento”, explica a economista Ana Aracelly Lima, instrutora da área de Gestão do Senac Ceará.  Ela ressalta que o planejamento é importante em qualquer contexto, pois permite minimizar erros, resolver problemas, tentar antever problemas e saber a hora de ousar.

Com um cenário econômico que já era desafiante e se tornou ainda mais complicado com a pandemia, o Natal deste ano merece ainda mais atenção das empresas. “Entende-se que o atual momento da tomada de decisão se mostra uma tarefa desafiadora e requer de todos uma profunda maestria. Maestria que pode estar intimamente relacionada com a experiência, organização, preparação, análise de dados…”, explica Ana Aracelly.

Analise e planejamento

Para preparar o estoque para o aumento de vendas, a economista afirma que é fundamental ter informações precisas. “Informações que vão desde dados do ano de 2019, dados de estoque atual e até prazos de entrega dos fornecedores. Sentir o cliente nessa perspectiva da pandemia ajuda, por exemplo, pois meu cliente demandou nesses últimos meses de pandemia? Dependendo dessa resposta e a utilidade do meu produto deve-se chegar ao projetivo do estoque desejável para o fim do ano”, afirma.

Saber se vai ser necessário contratar trabalhadores temporários também vai depender da capacidade de prever essa demanda. “Diante das metas estabelecidas, das informações supracitadas e do atual quadro de funcionários deverá o tomador de decisão saber qual caminho percorrer”. A instrutora lembra que uma facilidade que pode ser boa aliada nessa hora são os contratos intermitentes, em que o empregado não trabalha de forma contínua, só nos momentos de maior necessidade.

Um recurso que também pode ajudar as empresas a pensar sobre a demanda de forma mais acertada são as pesquisas realizadas por empresas e institutos especializados. Em Fortaleza, o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), da Fecomércio-CE, realiza periodicamente estudos sobre questões relacionadas à economia e ao consumo, disponibilizando gratuitamente os resultados. Entre as pesquisas realizadas estão Confiança e Intenção de Compra do Consumidor (ICC), Índice de Confiança dos Empresários do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (ICEC), Perfil do Endividamento do Consumidor e Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia.

Outra questão que precisa estar sempre na mente dos gestores e empresários é a satisfação do cliente. Não adianta conseguir atrair os consumidores e não conseguir entregar um bom atendimento. Para isso, o conselho de Ana Aracelly é “estar com a equipe treinada, layout preparado para receber o cliente, ter o produto ou serviço que o cliente procura, ouvir o cliente, fazer o seu dever de casa”.

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