Artigo: “Conciliação bancária será mais ágil com a entrada do pix”

Texto de Marcos Elias dos Santos, diretor de Inovação e Produtos na Accesstage:

Com certeza você já ouviu falar do pix. Essas três letras que foram escolhidas pelo Banco Central (BC) para dar nome a uma nova modalidade de pagamento têm aparecido bastante nas últimas semanas e certamente quando você abriu o aplicativo do seu banco e um pedido de pré-cadastro também saltou na sua tela. O pix é um serviço de pagamentos instantâneos que utilizará uma tecnologia desenvolvida pelo BC para permitir a realização de transações financeiras em poucos segundos, 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive em feriados. Poderão ser feitos pagamentos por QRCodes, chaves e dados como banco, agência e conta. Um dos grandes diferenciais é que até quem não tem cartão de crédito e débito poderá fazer compras e transferências com o pix. 

De fato, o pix tem potencial para revolucionar as transações eletrônicas no país. A velocidade e a praticidade que ele oferece para se fazer transferências de recursos entre contas em bancos e fintechs é imensa. Em uma análise mais profunda, já se especula se o pix pode levar ao fim em longo prazo o TED e o DOC, uma vez que além da velocidade, ele também irá oferecer taxas muito mais competitivas sendo que a ideia do Banco Central é de que ele seja gratuito para o usuário final.      

A data para entrada no pix no mercado já está marcada – 16 de novembro – e a pergunta que todos se fazem é o que eu preciso fazer para implementar o uso do pix no meu negócio? Como ele impactará o meu negócio? No dia 16 de novembro eu tenho de ter ele disponível para meus clientes? A primeira resposta é que no dia 16 de novembro ele entra em operação em uma fase de adaptação e não, não precisa tê-lo já no dia 16, a menos que sua empresa seja uma instituição financeira com mais de 500 mil contas ativas.  

Neste cenário, o pix vai acelerar ainda mais a conciliação já que a transferência é realizada quase que instantaneamente o que vai facilitar muitos trâmites no momento de aferição. No entanto, é bem verdade que no dia 16 de novembro pouquíssimas empresas estarão 100% preparadas.  A grande maioria dos ERPs, por exemplo, ainda não contam com campos específicos para o PIX. Por este motivo, veja com a empresa que faz a integração dos seus sistemas como está se preparando para fazer esta nova leitura.  

O pix de fato vai facilitar e muito a vida, principalmente, da pessoa física. Vamos pensar que os clientes poderão fazer pagamentos em segundos utilizando apenas um QRCode ou uma chave para conta do recebedor e esse valor cairá em até 10 segundos, conforme estima o Banco Central. É quase como se ter dinheiro vivo, porém, de forma digital. Segmentos, como o logístico, que precisam de agilidade para pagar tributos que liberam a passagem de cargas irão se beneficiar muito com o ganho de tempo. As possibilidades de uso se abrem feito um leque, pois pode-se por exemplo pensar que será possível fazer saques em qualquer estabelecimento. O cliente faz um pix para a conta do local, uma padaria por exemplo, e saca o dinheiro no caixa. Por que, não? 

Mas tudo ainda vai passar pelo filtro da cultura e costumes em se utilizar o PIX. Nem todo o sistema do próprio Banco Central está completo ainda para o PIX, uma série de funcionalidades ainda estão por vir, como o pagamento agendado por exemplo. Então, se pode estudar as possibilidades e ir se adaptando ao novo modelo de pagamento. Dadas as vantagens, o PIX tem tudo ser um sucesso de público e crítica, mas pode ser implementado com segurança e respeitando o tempo de adaptação e necessidade de cada negócio. 

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