Quanto mais você se aproxima do futuro, mais parte do passado você faz

Artigo do professor Julio Cezar Bernardelli, mestre em Tecnologia e Sociedade, graduado em Administração, especialista em Gestão e Liderança.

Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende. (Leonardo da Vinci)

Que se desponte a minha frente a luz mágica do futuro. Que o desejo de vislumbrá-lo se realize. Ah, o futuro. Repleto de imaginação e avanços tecnológicos. E de medo. Medo do desconhecido. Do novo. Do que pode me afetar e me obrigar a mudar.

Quando mais jovem, lá por 1987, imaginava como seria o futuro no ano 2000, mas quando chegou o futuro no referido ano, fiquei muito decepcionado, pois não estava no futuro, eu continuava no presente. O passado é uma mera recordação fragmentada em milhares de cabeças humanas que viveram suas experiências pessoais e criaram suas percepções e definição de mundo. O futuro não existe. O presente nunca deixa o futuro chegar. Estamos sempre no presente.

Já que o futuro nunca chegará, estudar para ter um futuro melhor seria uma falácia? Que tal estudar para ter um presente melhor?

Se estamos sempre no presente é preciso criar a consciência que somos atores ou atrizes responsáveis por colaborar em sua criação, manutenção e inovação. Estudar é transformar a si mesmo (a), é adquirir conhecimento do que já foi feito, dos erros cometidos – para não repeti-los – e dos acertos – para melhorá-los.

Estudar é reviver o “presente” que ficou na lembrança. É manter viva a esperança de que o “presente” que está por vir será melhor.

Há quem passe pela vida e deixe marcas. Há quem deixe marcas na vida e nunca passe. Essas são pessoas marcantes na história da humanidade. Deixaram seu legado. Marcaram seu presente e hoje são partes de um “presente” distante.

O que eu, ou você, podemos deixar em nosso presente? Talvez não muita coisa. Mas podemos nos esforçar para não deixar o “presente”, que recebemos de quem já se foi, se perder. Precisamos assumir nosso papel nesse filme da vida, ser protagonistas ou coadjuvantes (o importante é participar).

Estude como se não houvesse amanhã, como se não houvesse futuro (e não há), como se o planeta dependesse de você. Estude para ser lembrado (a) como alguém que deixou sua marca, uma boa marca. Não demore em tomar a decisão de estudar, porque quanto mais tempo você fica no presente, mais parte do passado você passa a fazer.

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