Indústria brasileira entra para programa de aceleração na Universidade de Coimbra, em Portugal

A Standard America – indústria de placas eletrônicas com fábrica no Brasil e escritórios comerciais nos Estados Unidos e em Portugal – acaba de ser eleita pela IPN-Incubadora como participante de seu programa de aceleração.

A IPN-Incubadora – Associação para o Desenvolvimento de Atividades de Incubação de Ideias e Empresas, mantida por meio de uma parceria entre o Instituto Pedro Nunes e a Universidade de Coimbra – oferecerá à indústria brasileira condições para que ela tenha acesso a sistemas científicos e tecnológicos, além de um ambiente que proporciona a ampliação de conhecimentos e áreas como a qualidade, gestão, marketing e contato com mercados nacionais e internacionais. “Estamos ansiosos por iniciar o projeto, já que temos total interesse em operar na Europa”, explica Hidalgo Dal Colletto, CEO da STD America.

A IPN-Incubadora tem foco em empresas tecnológicas. Isso significa que projetos empresariais inovadores, com base em tecnologia e de serviços avançados, têm prioridade nos estudos de seus membros. “É justamente essa vertente que a incubadora viu no projeto que apresentamos”, explica Dal Colletto.

A Standard America na Europa

A Standard America é uma empresa nascida no Brasil. Possui uma unidade fabril em Campinas (SP) e escritórios comerciais em Portugal e nos Estados Unidos.

Está inscrita no projeto Portugal 2020, no qual candidatou-se a um financiamento de 1,5 milhão de euros para a construção de uma fábrica de 1.000 m2 em Portugal. “Escolhemos cidades entre Aveiro e Coimbra, que serão definidas durante o decorrer do projeto”, informa Dal Colletto.

Pelo projeto Portugal 2020, 70% do valor do investimento será custeado pelo governo português, cabendo à STD America aportar o restante. “Teremos duas linhas de produção, com capacidade de faturarmos 2 milhões de euros no primeiro ano de operação”, explica o CEO.

A empresa gerará, no primeiro ano, ao menos 50 empregos diretos, e terá capacidade de atender demanda de placas eletrônicas não apenas de Portugal, mas também de outros países europeus.

A previsão de início das operações da fábrica própria da STD America é do primeiro semestre de 2022.

Parceria com Exatronic

Enquanto o resultado do projeto Portugal 2020 não é divulgado – a previsão é de que o financiamento seja liberado às empresas vencedoras em janeiro de 2021 – e a Standard America não inicia as obras de sua unidade fabril própria, a empresa firmou parceria com uma indústria local, a Exatronic, para produção de suas placas em solo europeu. “Como já temos clientes na Europa, decidimos levar nossa tecnologia e oferecê-la por meio deu um parceiro local, que torna-se nosso hub”.

No primeiro ano de produção, estima-se que a STD America fature entre 500 mil a 700 mil euros em solo europeu, avançando para 1 milhão de euros no segundo ano.

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