Recuperação judicial no setor de Serviços cresce 15%, segundo pesquisa da Serasa Experian

Os pedidos de recuperação judicial tiveram queda de 20,2% em outubro deste ano, no comparativo com o mesmo mês do ano anterior. A queda foi impulsionada pela Indústria, que foi de 28 para 14, e pelo Comércio, que foi de 32 para 22 requisições no período. Apenas o segmento de Serviços apresentou alta em outubro com relação ao ano passado, de 15%, quando as solicitações foram de 47 para 54.

“Mais do que o número em si, é importante destacarmos a variação positiva dos pedidos de recuperação judicial das empresas de serviços, ante os demais que tiveram queda. Como muitos negócios deste segmento dependem do atendimento a vários consumidores ao mesmo tempo (bares, restaurantes, turismo, cinemas, teatros), as ações foram seriamente impactadas pelo distanciamento social imposto pela pandemia de Covid-19. Com isso, muitos optaram pela recuperação judicial para evitar encerrar as atividades”, explica.

No acumulado do ano, de janeiro a outubro de 2020, Serviços reuniu 539 solicitações, ante 435 no ano anterior. Nestes dez meses, Indústria teve 180, Primário, 86, e Comércio, 249. No total, foram 1.054 pedidos, uma redução de 8,7% com relação aos 1.179 pedidos feitos no mesmo período do ano passado.

Considerando os dados de setembro/20, as requisições de recuperações judiciais tiveram um aumento de 13,8%, indo de 87 para 99. Na análise mensal, as médias empresas impulsionaram a alta, passando de 19 para 30 pedidos no período.

Falências requeridas caem mais de 30% no mês
Em outubro, foram 96 requisições de falências, uma queda de 32,9% na análise anual. As micro e pequenas empresas foram responsáveis pelo maior volume de pedidos (58), seguidas pelas grandes (23) e médias (15) companhias. Ao analisar os dados com relação a setembro/20, houve alta de 17,1%, já que foram registrados 82 pedidos antes.

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