Banco Mundial financia iniciativa de estímulo ao mercado de mobilidade limpa no Brasil

A IFC, membro do Grupo Banco Mundial, aprovou a primeira operação com uma instituição financeira brasileira para estimular a mobilidade limpa. O Banco Alfa de Investimento S.A. receberá um pacote de financiamento de US$ 265 milhões para compor sua carteira de empréstimos para a aquisição de automóveis de maior nível de consumo sustentável, como os veículos de combustível flex, elétricos ou híbridos.

A primeira tranche de financiamento é formada por uma linha de US$ 100 milhões de recursos da IFC e a mobilização de outras instituições financeiras no valor de US$ 65 milhões. Os bancos que participam dessa fase da operação são Itaú BBA, Banco Santander SA e Banco de Occidente. A segunda tranche, de outros US$ 100 milhões está prevista para ser liberada em 2021.

O projeto é uma sinergia entre as estratégias da IFC, de aumentar os investimentos relacionados à proteção do clima, e do Conglomerado Alfa, que pretende evoluir em sua estratégia de sustentabilidade e participar de forma relevante no financiamento de veículos com baixa ou nenhuma emissão de poluentes. O apoio da IFC ao Alfa deve garantir a extensão dos prazos dos empréstimos aos clientes de varejo por meio de fundos de longo prazo, promovendo empregos e crescimento econômico. 

“A parceria com a IFC se concretiza em um momento estratégico para o Alfa. Estamos revisando, desenvolvendo e robustecendo nossa estratégia de sustentabilidade e reconhecemos que a estabilidade climática é um dos grandes desafios a ser enfrentado pela sociedade global no século 21. Ficamos satisfeitos em contribuir com a redução das emissões veiculares no Brasil por meio do financiamento de carros sustentáveis, equipados com motores flex, híbridos ou elétricos”, conta Fábio Raposo, Diretor Executivo do Banco Alfa.

Os recursos também terão efeito positivo na economia pelo impacto do setor na cadeia produtiva e nos demais segmentos. A retração inicial das vendas provocada pela pandemia está sendo seguida por uma expectativa de aumento da comercialização de carros, com a mudança do comportamento das famílias, de depender de seu próprio veículo para ir ao trabalho ou viajar. O estímulo à compra de veículos flex, elétricos ou híbridos vai criar uma demanda maior por produtos mais sustentáveis.

“Essa abordagem da IFC no Brasil está alinhada com o pilar de desenvolvimento inclusivo e sustentável, e se traduz no apoio à implementação de investimentos em energia renovável e eficiência energética”, aponta Carlos Leiria Pinto, Country Manager da IFC no Brasil.

Em setembro de 2016, o Brasil ratificou seu compromisso com o Acordo de Paris de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar a participação da bioenergia em sua matriz energética geral (incluindo biocombustíveis e bioeletricidade). O País já é o segundo maior produtor mundial de biocombustíveis, atrás dos Estados Unidos, e possui o maior mercado de veículos flex. Os carros flex provaram ser uma ferramenta eficaz de mitigação das mudanças climáticas. A frota de veículos flex atingiu a marca de 2,328 milhões de unidades em 2019. No caso dos veículos elétricos, a frota é ainda pequena: o total de carros elétricos rodando no país é de cerca de 20 mil, de acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

“Esse investimento é o começo de uma parceria de longo prazo com Banco Alfa, que permitirá ao banco continuar a apoiar a mobilidade limpa, incluindo automóveis de combustível flex, elétricos ou híbridos”, afirma Rogerio Santos, executivo da IFC responsável pela área de Instituições Financeiras para o Brasil e o Cone Sul.

A IFC vai apoiar o Banco Alfa no desenvolvimento de capacidade técnica para as definições climáticas, critérios de elegibilidade e relatórios de impacto ambiental para redução das emissões de gás de efeito estufa por meio da implementação da ferramenta Avaliação do Clima para Instituições Financeiras (CAFI). 

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