Empresa de controle de riscos publica as principais ameaças tecnológicas para o mundo em 2021

A pandemia da Covid-19, ameaças digitais emergentes, mudanças climáticas e a relação EUA-China estão entre os 5 principais riscos para os negócios em 2021, publicados hoje pela Control Risks, consultoria global especializada em riscos.

Por trás destes riscos, o perigo de perder o retorno em um ano de complexa recuperação é o principal risco para os negócios no ano que vem.

“Não há dúvida que os negócios continuarão a enfrentar desafios consideráveis trazidos pela pandemia do coronavírus, mas nós acreditamos que as oportunidades são reais e empolgantes para várias empresas em 2021,” comenta o CEO da Control Risks, Nick Allan.

Programas de vacinação conturbados, tensões entre países e também dentro de cada um deles, a falta de líderes mundiais com visão global e uma saída fragmentada da pandemia trarão desafios a todos.

“O relacionamento entre empresas e governo e entre empresas e sociedade mudou. E será fundamental para as estratégias de negócios no próximo ano”, acrescenta Allan.

No entanto, as empresas que monitorarem o cenário com precisão, avaliarem tendências e mostrarem flexibilidade na adaptação de suas operações se beneficiarão de um esperado aumento de demanda.

Os 5 principais riscos globais para os negócios em 2021

Os 5 principais riscos são divulgados como parte do relatório anual RiskMap da Control Risks, uma previsão global de risco para líderes de negócios e formuladores de políticas públicas em todo o mundo, publicado hoje.

1. Um mundo com Covid

2021 será um ano de recuperação desigual à medida que surge um mundo com e sem vacina, com regiões em que a Covid-19 continuará se disseminando. A competição será intensa entre nações e dentro delas. As contas públicas sentirão o peso desta nova dívida, empurrando alguns países contra a parede e forçando outros a uma austeridade prolongada. As relações entre o Estado e os negócios e entre a sociedade e os negócios serão fundamentais para o empresariado. Se 2021 não marcar o fim da pandemia, será o ano que determinará o que resta quando o pior passar.

2. EUA-China: estabilização sem normalização

Embora 2021 deva registrar uma estabilização superficial na relação EUA-China, os dois países continuarão se enfrentando em uma série de questões. Ambos estão discretamente dispostos a reatar os laços e se concentrar nos problemas internos, e assim podemos esperar a retomada da cooperação em temas como as mudanças climáticas. A China está em seu próprio “momento histórico crítico”, com seus desafios internos superando os externos. Caso o governo Biden venha a se concentrar em questões como direitos humanos e esforços para coordenar pressões multilaterais sobre a China, haverá um conflito com os interesses centrais de Pequim. Haveria risco de retaliação, e o ciclo de escalada ressurgiria.

3. Seja ecológico ou quebre

Um ponto de inflexão está chegando para a relação entre negócios e mudanças climáticas em 2021. Nenhuma organização pode agora se dar ao luxo de não tomar uma posição. À medida que os efeitos agudos e crônicos das mudanças climáticas pioram, dezenas de nações e a União Europeia têm se comprometido em zerar as emissões de carbono líquidas, de forma que todos os membros do G7 provavelmente se comprometerão com um cronograma de neutralidade de carbono. Por isso, o novo governo Biden prometeu reintegrar o Acordo de Paris no primeiro dia de seu mandato, enquanto governos pioneiros vincularão o investimento internacional e a política comercial a ações sobre as mudanças climáticas. Já os retardatários precisarão considerar um futuro em que a falta de ação corroerá a competitividade e reduzirá os mercados de exportação. Onde quer que os governos fiquem para trás, as empresas, os investidores e os ativistas definirão o andamento do processo.

4. A aceleração digital atinge ameaças emergentes

A rápida adoção de novas tecnologias continuará em 2021, trazendo uma conectividade cada vez maior. Com a conectividade vem a exposição, e as aquisições aceleradas aumentarão os riscos. Dessa maneira, os riscos regulatórios, incluindo sanções e proibições para a aquisição de tecnologia estrangeira, aumentarão em 2021. Com blocos geopolíticos ideológicos e pragmáticos surgindo rapidamente, os desafios para os negócios representarão também oportunidades para os perpetradores de ameaças cibernéticas. Eles tirarão vantagem do aumento da conectividade e da adoção rápida, mas deficiente, de soluções. Em 2021, as empresas em todo o mundo terão de equilibrar a busca pela inovação tecnológica com os desafios de segurança, integridade e resiliência.

5. Perdendo a retomada

O próximo ano verá um forte crescimento do PIB em vários mercados, o lançamento de vacinas e um mundo ansioso por começar a viver novamente. Embora o progresso esteja vacilando, uma melhora está por vir. Se 2020 foi uma questão de sobrevivência para muitas empresas, 2021 é o momento para focar nas oportunidades. Sob a ameaça da Covid-19, muitas empresas se flexibilizaram ao invés de quebrar. Por meio da inovação, rápida adoção e simplificação da tecnologia, elas puderam emergir mais fortes, enquanto os concorrentes mais fracos caíram. As empresas que transformarem os ganhos de eficiência de 2020 em ganhos de produtividade, continuarem a avaliar com precisão as tendências e mostrarem flexibilidade na adaptação de suas operações, serão beneficiadas com o aumento da demanda.

O site RiskMap 2021 estará no ar a partir de segunda-feira, 11 de janeiro de 2021. O mapa-múndi com as previsões de risco político e de segurança dos países estará disponível para download aqui:

www.controlrisks.com/riskmap

Altos e Baixos no RiskMap 2021

RiskMap é a previsão da Control Risks de riscos políticos e de segurança em todo o mundo. Cada classificação tem uma metodologia rigorosa e é sustentada por várias subclassificações. Aqui estão algumas das mudanças mais significativas ​​em nossas classificações de risco no RiskMap 2021.

Itália

O risco de segurança no sul da Itália agora corresponde ao resto do país e é classificado como Baixo. Por muito tempo, julgamos que o risco de segurança representado por grupos da máfia no sul representavam um nível elevado de risco de segurança para as empresas. No entanto, melhorias recentes na capacidade do Estado e uma queda na violência relacionada à máfia revelam que a classificação Média não mais se justifica. O risco político, por sua vez, permanece médio em toda a Itália..

Índia

Nossa classificação de risco político para a Índia agora é Média. Isso decorre de nossa revisão da subclassificação de risco de contratos de Baixo para Médio. Essa mudança agora significa que três de nossas cinco subclassificações de risco político (riscos regulatórios, de integridade e de contratos) são Médias, levando à mudança geral de classificação. As subclassificações de estabilidade política e risco soberano permanecem baixassem nível Baixo.

Bielorrússia

A Bielorrússia continuará a ser um ponto focal de risco político e de segurança em 2021. A agitação civil em resposta às eleições presidenciais fraudadas em 2020 continuará no futuro previsível. Isso significa que o risco de segurança na Bielorrússia agora é Médio. Um país que já foi bem-sucedido em suprimir a maioria das formas de protestos públicos agora está imerso em agitação e recorrendo à violência como resposta. Este é um ciclo sem um fim​ ​imediato.

Burquina Faso

Cinco províncias na Burquina Faso passarão este ano de Médio para Alto risco de segurança. A situação de segurança nas províncias de Soum, Loroum, Oudalan, Seno e Yagha deteriorou-se em 2020; nosso analista da África Ocidental acredita que esse continuará sendo o caso em 2021.

Mali

Em decorrência do golpe militar de 2020, o risco político em todo o Mali saltará de Médio para Alto. 2021 trará um período de transição volátil para o Mali, um país que já enfrenta ​​desafios consideráveis de segurança em algumas de suas regiões.

Chile

O risco político no Chile sobe de Baixo para Médio em 2021. A persistente fraqueza política do presidente Sebastián Piñera torna-se um peso crescente perante o processo de elaboração da nova constituição do país, que em si já é uma fonte de instabilidade.

Equador

No Equador, considerando as reformas​ ​institucionais do presidente Lenín Moreno para melhorar a prestação de contas e a democracia, o risco político cai de Alto para Médio. Moreno reverteu muitas das mudanças operadas por seu antecessor, Rafael Correa, que comprometeu as instituições políticas do Equador.

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