Pesquisa aponta que brasileiros poupam dinheiro para pagar as despesas do dia a dia

A pandemia do coronavírus transformou a vida financeira de todos os brasileiros. Muitas vezes, a solução se tornou poupar todo o dinheiro possível para conseguir se manter mais confortável financeiramente com o passar do tempo. Entretanto, o receio de gastar o dinheiro poupado durante a pandemia ainda é real. De acordo com uma pesquisa realizada pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), 37,7% dos brasileiros estão guardando recursos por preocupação em relação à pandemia e seus efeitos sobre a economia.

Além disso, para o FGV Ibre, enquanto houver a pandemia, a poupança irá demorar a se transformar em consumo, e mesmo que o dinheiro comece a voltar para os brasileiros, não será o suficiente para compensar o fim do auxílio emergencial. O economista e Doutorando em Relações Internacionais na Universidade de Lisboa, Igor Lucena, acredita que criou-se um problema, pois se o auxílio emergencial não tiver continuidade a economia deve afundar em 2021, porém se ele continuar o déficit público irá disparar.

“Na minha opinião vamos ter dois parâmetros de análise. O primeiro é que com a continuidade das medidas fiscais e monetárias no exterior, isso de alguma maneira facilita que nós possamos ousar mais na mesma direção, porém o perigo da inflação e do descontrole fiscal aumentam. Com o aumento dos casos de COVID 19, acho que a prorrogação aos auxílios é inevitável, mas só conseguiremos manter a credibilidade fiscal se ao mesmo tempo já avançarmos nas reformas estruturais, demonstrando ao mercado que no longo prazo nossa razão dívida/pib deve cair e o crescimento com superávits deve voltar. Essa situação impõe ao mesmo tempo uma oportunidade para reforçarmos o Estado, porém o tempo agora é curtíssimo”, declara o economista Igor Lucena.

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