Crescem exportações de sucos para Oriente Médio, Ásia e África

O Brasil é considerado celeiro mundial na produção de alimentos. Por ser um país tropical, somos referência em exportação de sucos, principalmente o de laranja. Entre janeiro e novembro deste ano, conforme dados da Comex Stat, o Brasil movimentou US$ 1.446 bilhão em exportações de diversos sucos e, em 2019, foram exportados US$ 2.109 bi. Apesar da queda, as exportações do Brasil para alguns países do Oriente Médio, Ásia e África, comparando 2019 e 2020 (janeiro a novembro de 2020), teve um aumento significativo. Um dos países deste grupo que se destacou foi a Arábia Saudita, responsável por 4,3%, totalizando em US$ 7,95 milhões. Confira abaixo a tabela.

Mercado para o Oriente Médio, Ásia e África

Exportação do Brasil para países do Oriente Médio, Ásia e África
País de destinoValor FOB 2019
US$ em Bilhões – US$ 2.109,91
Participação das
exportações para
 Ásia, África e
Oriente Médio
– 2019
Valor FOB 2020 (janeiro a novembro)
US$ em Bilhões – US$ 1.446,18
Participação das
exportações para
 Ásia, África e
Oriente Médio
– 2020
Arábia SauditaUS$ 3,63 milhões1,5%US$ 7,95 milhões4,3%
Coreia do SulUS$ 4,5 milhões1,8%US$ 6,94 milhões3,8%
IndonésiaUS$ 6,34 milhões2,5%US$ 4,99 milhões2,7%
TaiwanUS$ 2,53 milhões1%US$ 2,69 milhões1,5%
TailândiaUS$ 2,20 milhões0,88%US$ 2,63 milhões1,44%
EgitoUS$ 1,41 milhão0,56%US$ 1,99 milhão1,1%
Fonte: Comex Stat   

Em análise geral, englobando todos os continentes importadores de sucos até novembro de 2020, a Europa foi responsável por US$ 947 milhões; a América do Norte por US$ 262 milhões, com destaque para Estados Unidos com US$ 259 milhões. Ásia importou US$ 153 milhões, Oceania US$ 28 milhões, América do Sul US$ 17,5 milhões. América Central e Caribe responsáveis pela parcela de US$ 6,49 milhões e África US$ 4,59 milhões.

O mercado do Oriente Médio cresceu e tem muito mais potencial para crescimento. No total, sua participação foi de US$ 26,2 milhões, US$ 7,95 milhões para Arábia Saudita e US$ 2,40 milhões para Emirados Árabes. Dados disponíveis no http://comexstat.mdic.gov.br/pt/comex-vis  

Atualmente, são 1.8 bilhão de muçulmanos no mundo e a previsão é chegar a 3 bilhões até 2030. Investir neste mercado tem sido extremamente rentável. Conforme dados do State of the Global Islamic Economy Report (Relatório Global da Economia Isâmica), os gastos com produtos halal no mundo (comida, fármaco, cosmética, lifestyle e outros) podem chegar a simples cifras de US$ 3,2 trilhões em 2024.

Porém, para garantir a exportação de qualquer produto para atender a comunidade muçulmana, os países importadores estão exigindo a certificação halal, selo que comprova que o produto foi produzido de acordo com as normas da jurisprudência islâmica em toda cadeia de produção, incluindo armazenagem e transporte.

Essa certificação nada mais é do que o atestado de que os produtos, inclusive os sucos, são halal (que em árabe quer dizer permitido) para o consumo desta parte da população. “Além de ser reconhecido mundialmente como selo que atesta boas práticas de fabricação, segurança e de qualidade, a certificação halal tem sido solicitada, inclusive, por países que não são árabes e nem muçulmanos, como o Japão, China e Canadá”, comenta o gerente comercial da Cdial Halal, Omar Chahine.

De acordo com Chahine, a auditoria halal para o mercado de sucos é algo que vem despertando o interesse de muitos produtores dentro e fora do Brasil.

A Cdial Halal – uma das maiores e importantes certificadoras halal do Brasil – é a única da América Latina acreditada pelos principais órgãos oficiais dos Emirados Árabes (EIAC) e do Golfo (GAC), o que confere seriedade e competência nos segmentos que atua. “São certificações que comprovam que seguimos as rígidas regras e garantimos a excelência e integridade dos produtos e empresas acreditadas. Reconhecida como a certificadora brasileira com maior número de categorias certificadas pelo GAC”, complementa Chahine.

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