Sete dicas para começar o ano com as contas no azul

Após um ano difícil e diferente, 2021 chega trazendo esperança, mas não está imune aos desafios. De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o endividamento dos consumidores cresceu a níveis recordes. Em dezembro, apurou-se que 66,3% das famílias brasileiras têm dívidas e é o maior patamar desde 2010. Isso significa que mais da metade da população abandonou sonhos, como comprar um carro, viajar, entrar na universidade, começar a poupar, investir ou mesmo cuidar da saúde mental, para quitar dívidas. Ou tentar.

Alexandre Mouri, principal executivo do “toazul”, serviço de concessão de crédito consignado privado da One7, plataforma de serviços financeiros, afirma que passar noites em claro, perder o apetite e o humor não são caminhos para a solução. “Além de acarretar problemas de saúde, é impossível raciocinar e traçar um plano nessas condições. O primeiro passo é parar de se culpar e ter certeza de que você não é o problema, a maioria das pessoas não sabe lidar com dinheiro e isso, na situação atual, é completamente compreensível. O que não pode acontecer é se acomodar com a situação e não ir atrás da resolução”.

Segundo Alexandre, organizar as contas e saber exatamente o valor do seu salário, considerando os descontos das taxas e impostos, é um bom começo. “É um trabalho simples que requer força de vontade e qualquer um pode fazer. Aplicativos e planilhas ajudam, mas um papel e lápis bastam para começar, ou até mesmo pendurar as contas na geladeira. 70% dos endividados podem evitar chegar ao extremo se começar a utilizar ferramentas e colocar em prática a educação financeira básica. Compartilhar dívidas e anseios com a família também é um bom conselho. Às vezes, ficamos cegos com os problemas e não conseguimos pensar fora da caixa”.

  1. Analise a sua situação:
    Você tem dívidas? Guarda dinheiro? Seu estilo de vida é compatível com a sua renda? Quanto do seu salário é destinado às despesas fixas? Com essas respostas, já será possível traçar algumas mudanças, seja para quitar dívidas ou começar a poupar.
  2. Planeje:
    Escreva o que você deseja para o futuro, estabeleça metas realistas e compartilhe com as pessoas que moram com você, cônjuge, pai, mãe, filhos. Além de ajudarem com dicas e conselhos, podem colaborar na economia e, quem sabe, fazer parte do seu sonho.
  3. Não gaste mais do que ganha:
    Pode parecer óbvio, mas nem todos seguem. Experimente fazer a seguinte divisão: 50% para gastos essenciais, aqueles que são necessários para você se manter; 15% para prioridades, como quitar dívidas, caso esteja endividado, ou para a construção de uma reserva de emergência; 35% para manter seu estilo de vida, ou seja, aqueles gastos que podem ser cortados em um momento de crise.
  4. Aprenda a economizar:
    Comece dentro de casa evitando desperdícios: energia, água e itens supérfluos na lista do supermercado. Você tem TV a cabo com mais de 100 canais? Você assiste todos eles? Que tal entrar em contato com a operadora e negociar? Cuidado também com as promoções tentadoras, não deixe o impulso falar mais alto.
  5. Faça pequenas mudanças e tenha grandes resultados:
    Coloque as contas em débito automático para evitar o atraso; “Pechinche” ao comprar e aprenda a dizer “não” ao que você não precisa; Compare preços, a internet é mundo de possibilidades e um universo para pesquisas; Programe as despesas dessa época do ano (IPVA, IPTU, seguro do carro, matrícula dos filhos).
  6. Prepare-se para imprevistos:
    Crie uma reserva de emergência que deve equivaler ao seu custo de vida por três meses. Esse dinheiro só pode ser usado para situações muito urgentes.
  7. Respeite o seu dinheiro, mas não seja dominado por ele!
    Você sabe de todo o esforço para ganhar o seu dinheiro, por isso, respeitá-lo é a base da educação financeira! Mas é importante não ser dominado, falar e pensar apenas nisso. É preciso viver, sonhar, fazer planos, traçar metas de vida de curto, médio e longo prazo. Afinal, isso se torna um estímulo para acordar e ir trabalhar, focar na produtividade e eficiência do dia a dia.

“Acredito que o crédito pelo crédito não basta. Como consultor financeiro há anos, posso afirmar que o que faz a diferença é sentar, conversar e entender o que aconteceu, aconselhar e indicar por onde e como começar. Claro que o imediatismo é importante, mas isso apenas tira a corda do pescoço, não resolve o problema a longo prazo nem devolve as noites em claro e os sonhos deixados de lado. O crédito é uma ferramenta importante, mas, junto com ele, dar orientações é indispensável para impactar positivamente a vida das pessoas”, finaliza Alexandre.

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