Empresa de metalurgia é a primeira a obter rating de governança corporativa

A governança corporativa tem sido cada vez mais usada como critério de escolha para investimentos e parceria de negócios, o que tem levado não só as companhias abertas a buscar a excelência, mas também empresas de capital fechado a ampliaram seus investimentos na busca de maior transparência, assim como controle de riscos e outras políticas modernas de gestão, além das práticas de sustentabilidade.

Diante deste quadro fazer uma análise independente da governança corporativa é a tendência atual e a BR Rating, primeira agência de classificação de risco e avaliação dos sistemas de governança corporativa do Brasil, lançada ao final de 2020, começa a conquistar mercado.

O grupo Cecil SA – Metalurgia de não-ferrosos, com fábricas em São Paulo e Santa Catarina, é a primeira empresa brasileira a obter sua nota de governança. “Nosso objetivo foi buscar um diagnóstico independente para entendermos em que momento está nossa governança e quais pontos devem ser aprimorados. A busca é pela excelência”, explica a presidente do Conselho de Administração e CEO, Maria Antonietta Cervetto.

O resultado da avaliação é sigiloso e será utilizado como ponto de partida do planejamento estratégico do grupo que também pretende obter sua nota ESG junto à BR Rating. “A empresa tem mais de 50 anos de mercado, mas ainda é jovem quando se trata de práticas de governança. Instituiu o Conselho de Administração em 2017, mas já trilhou um caminho importante e mostrou uma qualificação elevada na nossa avaliação”, ressalta o sócio-diretor da BR Rating, Ronald Bozza.

Ele observa que a adoção de boas práticas de governança corporativa pelas empresas proporciona melhor gerenciamento de riscos, maior transparência das informações financeiras, sistema de compliance mais robusto e maior alinhamento das diretrizes e políticas entre os stakeholders, com foco em adaptação às mudanças do macroambiente e do setor onde atuam. Tais aspectos contribuem para o aumento da confiança dos investidores e redução de risco, o que beneficia o valor da organização e sua melhor classificação de crédito. “Os investidores preferem alocar recursos em empresas com um bom sistema de governança, ao mesmo tempo em que elas são beneficiadas com maior capacidade e condições de tomada de crédito.”, diz.

Este é o caso do grupo Cecil que está inserido num setor intensivo em capital. “Acessamos constantemente linhas de crédito para ampliar nossos investimentos. Ter uma boa classificação de governança é importante para obter capital e linhas de crédito a juros mais acessíveis”, ressalta Antonietta. Na visão da executiva, o comportamento empresarial deve ser legalista e estar sempre respaldado por boas práticas baseadas em políticas de gestão de risco, compliance e governança, que devem compor o alicerce para a sustentabilidade econômica social e ambiental das organizações. “Essa orientação, com o discurso alinhado à prática já é uma garantia de proteção e resiliência contra a maior parte dos riscos existentes”, afirma.

A Cecil já conta com práticas de governança que chamam a atenção. Uma delas é a questão da diversidade. O grupo está entre as poucas empresas brasileiras que contam com uma participação relevante de mulheres no seu Conselho de Administração, cerca de 40%. Mesmo assim, Antonietta observa que ainda há um longo caminho a ser traçado em busca da excelência. Entre as medidas a serem adotadas pela empresa após a primeira avaliação será a sucessão da presidência, que deve ocorrer nos próximos anos.

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