Indicação de nigeriana para chefiar a OMC pode favorecer pequenas empresas, diz especialista

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A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala é a mais cotada para assumir a diretoria-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). A decisão deverá ser confirmada hoje (segunda-feira, 15.2). Caso nomeada, Ngozi Okonjo-Iweala será a primeira mulher a liderar a OMC. Também seria a primeira vez que uma africana chegaria ao posto mais importante do comércio internacional. Com 66 anos de idade, a economista trabalhou por 25 anos no Banco Mundial e foi Ministra da Economia na Nigéria em duas ocasiões: de 2003-2006 e de 2011-2015. É graduada pela Universidade de Harvard e doutora em Economia pelo MIT.

Para Karla Borges, professora de Relações Internacionais da ESPM SP, a possível indicação de Okonjo-Iweala para substituir o brasileiro Roberto Azevêdo é positiva. “Ela é experiente e preparada para a função e a sua indicação traria mais credibilidade e legitimidade para a instituição. Uma das suas marcas como diretora do Banco Mundial e como ministra na Nigéria é a sua capacidade de enfrentamento de temas econômicos e comerciais complexos. Além disso, o fato de ser africana traz uma nova ótica para a OMC, na qual a pauta das desigualdades globais terá centralidade”, afirma.

Além da importância das desigualdades econômicas, outras pautas devem ganhar mais espaço em uma possível gestão de Okonjo-Iweala. “Ela já sinalizou que defenderá uma maior participação das mulheres no comércio global e que buscará um aumento da fatia de pequenas e médias empresas no comércio, já que PMEs são a maioria das empresas no mundo. Outro ponto importante é que dará mais espaço a pautas de tecnologia — um tema com o qual a OMC tem um histórico de dificuldades em lidar”, afirma Borges.

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