E-commerce exige planejamento, investimento e modelo de negócios customizado

O e-commerce foi a bola da vez em 2020. O setor cresceu mais de 120% de janeiro a novembro do ano passado, ante o mesmo período de 2019, movimentando cerca de R$115,3 bilhões. Os dados são da Câmara Brasileira da Economia Digital e da empresa Neotrust.  

Para este ano, a expectativa é de que o comércio digital se mantenha em alta. Por isso, para se destacar nesse espaço virtual, os lojistas precisam de um planejamento e estratégia bem definidos que impulsionem suas vendas na Internet.  

A especialista em marketing estratégico profissional, Luciana Duarte, afirma que os empresários com lojas físicas viram uma oportunidade, no ano passado, para abrir sua loja virtual, nas redes sociais ou em marketplaces, atendendo seus clientes em duas frentes bastante distintas.  

“Mas, parte deles realiza suas vendas online de forma manual, ou seja, atendendo os pedidos via direct, chat e pelas plataformas oferecidas pelos marketplaces. Essa maneira simplificada de negócio pode inviabilizar um crescimento por parte dessa loja, uma vez que a capacidade de venda vai depender do atendimento de uma pessoa”, pondera Luciana, que lidera o movimento X500 ao lado do especialista em monetização, Fernando Cartier.

Por isso, a especialista alerta que alguns fatores podem ser determinantes para o sucesso do e-commerce, como, por exemplo, um planejamento de curto, médio e longo prazo e a implementação de um modelo de negócios que explore todas as possibilidades do negócio digital, com chances de expansão no futuro.  

“O e-commerce exige investimentos como uma loja física, independentemente se for na rede social, no marketplace ou com loja virtual própria. O empresário precisa ter um controle de estoque, cadastrar os produtos e ter uma estratégia de marketing para a promoção desse canal de vendas”, explica Luciana.  

Além disso, caso tenha uma loja física, o empresário precisa também unificar os sistemas para que não ocorra problemas na experiência do usuário na compra online. Isso significa investir em tecnologia de automação (ERP – Enterprise Resource Planning) para gerenciar custos, gastos, processos, estoque e vendas , eliminando inclusive a necessidade de vários programas e controles departamentais paralelos.

Por fim, Luciana ressalta que a competição no e-commerce vem crescendo, uma vez que os consumidores estão, cada vez, acostumados a consumir no mundo virtual. “Assim, se o empresário não se estruturar e não promover seu negócio e uma boa experiência de compra a seu cliente, dificilmente, ela se manterá por muito tempo nessa onda”.

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