A Coluna do Roberto Maciel (terça, 16.03): Só o bolsonarismo tem o que agradecer ao #coronavirus

Diretora da OPAS conclama países das Américas a intensificarem atividades  de preparação e resposta para COVID-19 - OPAS/OMS | Organização  Pan-Americana da Saúde
  • Se há um preito de gratidão ao coronavírus, o que para os sensatos deve parecer impossível, este encontra-se no seio do bolsonarismo. Creia: o que julgamos impossível pode ser e está sendo cruelmente possível. É que a carnificina provocada no Brasil pela pandemia, chegando a 280 mil mortos, tem concentrado as atenções e as prevenções da sociedade. Esse olhar desviado para a doença e os óbitos impede que o cidadão enxergue a forma pavorosa como seguem para o bueiro seus direitos básicos. A moléstia que se abate sobre e contra o País não é unicamente a da incompetência ou da desfaçatez na saúde. É custoso repetir, mas é necessário: o que julgamos impossível pode ser e está sendo cruelmente possível.

Lista de nulidades
Observe a educação pública – superior ou básica, não importa. Procure alguma proposta ou realização satisfatória para gestores, técnicos, professores, alunos e famílias. Veja o caso do Enem, desde 2019 cercado de falhas brutais e certamente irrecuperáveis. Note a pasta da Infraestrutura, esburacada como uma BR malcuidada. E a da Ciência e Tecnologia – onde se ostenta um “astronauta” que vive no mundo da Lua? E o meio ambiente, cujo ministro acha que a pandemia é momento bom para manipular leis e “passar a boiada”? Experimente avaliar Justiça e Segurança Pública – ministério que acolheu o mais agressivo agente contra a democracia e o Judiciário de que se tem notícia, Sérgio Moro, e agora tem à frente um reles bajulador. Tente analisar os feitos do ministério da Mulher, no qual uma fanática religiosa se dá a alucinações moralistas. Avalie o ministério das Relações Exteriores, alvo de piadas até nos meios interiores. Nem é preciso muito esforço para apurar o quanto é fracassado o ministério da Fazenda, com uma autêntica antipolítica lesa-pátria.

Prato cheio
Bem servidas de picanhas, cervejas e leite condensado, as Forças Armadas talvez sejam o único setor da administração federal que não reclame de penúria. Jair Bolsonaro e os generais que o adulam têm sido generosos com os quarteis, como se esses servissem a eles e não à Nação.

Dedo

A indicação do médico Marcelo Queiroga para substituir o roliço e funéreo Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde tem as digitais do senador Flávio Bolsonaro, o vulgo “zero um”. Mas poderia ter sido o dedo do “zero quatro”, Jair Renan, que faz negócios nos corredores do Planalto. Ou o do “zero dois”, o “Carluxo”, que ameaçou a vereadora Marielle Franco. Nem imagine se fosse o do “zero três”, Eduardo, especialista em chapas quentes e em guardar máscaras em locais improváveis.

Cardápio no cofre

Stock Photo Restaurante vazio grátis - FreeImages.com


O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), já passou o jamegão e sancionou lei que cria auxílio de R$ 1 mil (em duas parcelas de R$ 500,00) para trabalhadores desempregados do setor de alimentação fora de casa. Garçons, cozinheiros, auxiliares de cozinha, gerentes e recepcionistas estão entre os que podem requerer a verba.

Autorrango
Mas os donos de estabelecimentos como restaurantes e bares também receberão uma mãozinha. Camilo também aprovou isenção do IPVA 2021 para veículos registrados em nome de empresas do setor. Não dá para acelerar muito, mas já é um alívio.

Desafio
E, nestes desafiadores dias de pandemia, a Assembleia Legislativa do Ceará tem para analisar pelo menos seis projetos voltados para o empreendedorismo. São projetos que variam da abertura de crédito para atendimento a empresas de porte menor à criação de programas de qualificação. As ideias são positivas, sobretudo por apontarem no Poder Legislativo iniciativas que podem modificar um cenário ruim.

Posição
Leva a assinatura da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio) nota que alerta que “benefícios tributários exclusivos servem apenas para o desequilíbrio na livre concorrência e concentração econômica, prejudicando, principalmente, as pequenas e médias empresas, e acarretando, portanto, em graves prejuízos ao setor”. A entidade congrega mais de 150 mil empresas e tem na base 34 sindicatos.

“Estrutura simples”
A Fecomércio completa: “Atualmente, encontra-se em vigor, no Ceará, uma estrutura fiscal simples que ajuda a promover uma competição leal entre pequenos, médios e grandes empresas do varejo e do atacado. É em nome desse equilíbrio, mantenedor de uma concorrência justa, que não concordamos com qualquer benefício fiscal exclusivo a qualquer empresa que queira se instalar em nosso Estado”.

Top

Aloísio Carvalho, da equipe de transição de RC, preferiu não estabelecer prazo para o início de cada projeto a ser adequado


Frase do secretário da Controladoria e Ouvidoria-Geral do Ceará, Aloísio Carvalho (acima): “O Ceará fez questão de estabelecer a transparência pública como um dos pilares da gestão”. Segundo ele, um “trabalho de muitos anos” faz com que o Estado seja considerado um dos com administração mais transparente do País. O Ceará obteve nota 10, indicação máxima, na segunda edição da Escala Brasil Transparente – Avaliação 360º, da Controladoria-Geral da União.

Lado de lá
Estamos no Instagram, com o projeto Coluna da Hora. Lá, entrevistamos convidados muito especiais, sempre às terças-feiras, a partir das 18 horas. Hoje, recebemos a advogada Giovanna Santiago – uma voz que tem se destacado em campos como o do Direito da Família e o do Direito das Mulheres. Todas as edições da Coluna da Hora estão disponíveis no IGTV. Confira no perfil @robertoamaciel.

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