Confiança cai nos 30 setores industriais pesquisados por Confederação em março

Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) mostrou queda nos 30 setores da indústria considerados pela pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre fevereiro e março de 2021. A confiança também é menor do que era há um ano em 29 setores, apenas a Metalurgia está mais confiante do em março de 2020. Em sete deles, o indicador ficou abaixo dos 50 pontos, a linha divisória entre a falta de confiança e confiança. É a primeira vez em oito meses que há setores sem confiança. O ICEI varia de 0 a 100.

Os setores sem confiança são: Bebidas; Produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal; Celulose e papel; Calçados; Couros e artefatos; Móveis e Obras de Infraestrutura. Na variação mensal, Bebidas e Celulose e papel apresentaram as maiores quedas de confiança, com recuo de 10,3 pontos e 10,9 pontos respectivamente.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, explica que a queda da confiança, neste momento, ocorreu em função do recrudescimento da pandemia da Covid-19, que paralisou novamente a economia. Além disso, a falta e o alto custo de parte dos insumos e das matérias-primas também tem pressionado o empresário.

“À medida em que a vacinação for avançando, as incertezas econômicas, políticas e sociais relacionadas à pandemia vão se dissipar. Uma vez afastado o risco da doença, as pessoas e as empresas se sentirão mais seguras para retomar plenamente suas atividades”, afirma Robson Braga de Andrade. E completa: “O retorno da confiança vai acelerar a recuperação das perdas deixadas por essa que é uma das mais graves crises sanitária e econômica enfrentadas pela humanidade”.

Os setores mais confiantes são: Metalurgia; Produtos de madeira; Biocombustíveis; Extração de minerais não metálicos, Manutenção e reparação; e Produtos farmoquímicos e farmacêuticos. Metalurgia manteve a confiança elevada, com ICEI acima dos 60 pontos.

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