A Coluna do Roberto Maciel (terça, 30.3): O bolsonarismo se agarra ao surto psicótico de PM baiano para impor terror

Soldado da PM baiana morre e há protesto em frente ao Hospital - Pensar  Piauí
  • Frase da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), ex-procuradora federal que se tornou a mais raivosa das parlamentares bolsonaristas, sendo por isso premiada com a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara: “Morreu porque se recusou a prender trabalhadores. Disse não às ordens ilegais do governador Rui Costa da Bahia”. Era mentira. Ela se referia a um soldado da PM baiana que, domingo, na verdade, teve um surto psicótico em Salvador, pintou o rosto de verde e amarelo e disparou várias vezes para cima e contra policiais militares – sem que haja sinal de que estava se insurgindo contra “ordens ilegais”. Wesley Soares Góes (acima) teve de ser abatido a tiros por outros PMs. Na mesma linha de Bia Kicis, o deputado Eduardo Bolsonaro, vulgo “03”, saiu-se com essa: “Aos vocacionados em combater o crime, prender trabalhador é a maior punição Esse sistema ditatorial vai mudar. Protestos pipocam pelo mundo e a imprensa já não consegue abafar. Estão brincando de democracia achando que o povo é otário. Que Deus conforte os familiares do PM-BA” (reproduzimos o texto como foi publicado, deixando aos leitores mais uma prova de o quanto o filho do presidente carece de noções básicas de Português).

Criminosos
Bia Kicis e Eduardo Bolsonaro são exemplos da política mitômana atrelada ao bolsonarismo. Apegados ao poder e estimulados pela inação de autoridades constituídas, usam as prerrogativas do mandato para despejar ameaças contra a democracia e a segurança da sociedade. Ambos, com as manifestações, estão estimulando motins – crimes previstos no Código Penal Militar. O comportamento dos parlamentares é nitidamente delituoso. Fere a Constituição Federal nos mais caros fundamentos para o cidadão. Tanto quanto isso, Kicis e Eduardo dão demonstração do quanto podem trair o País.

Olho da rua
O chanceler Ernesto Araújo pediu as contas. Desde ontem não é mais ministro das Relações Exteriores, atribuição para a qual o “olavete” se mostrou irremediavelmente incompetente. Mas não se suponha que o Governo Brasileiro solucionou uma demanda grave, extirpando do seu organismo uma parte que não funcionava e, a rigor, atrapalhava o funcionamento dos demais órgãos. Longe disso. O problema está alguns degraus além do de Araújo. A infecção que ele ainda representa é a mesma de Abraham Weintraub, o tosco e inútil ministro da (des)Educação que virou aspone do BID.

Viraram estatística
Junto com Ernesto, foram para a fila do Sine o general Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e o advogado-geral da União José Levi. Outros dois ministros tiveram de mudar de assento – general Luiz Eduardo Ramos (agora na Casa Civil) e general Walter Braga Netto (agora na Defesa). Não se trata de uma dança de cadeiras convencional, deve-se observar. Araújo cai porque causou danos irrecorríveis e era alvo de pressões internas e externas. Era, digamos, um lixo político muito pesado de ser carregado, inviabilizando até a economia nacional. Já os demais, esses compunham pastas que se dedicam a temas relacionados à Justiça, à Segurança e ao Legislativo e são, por isso, estratégicas para qualquer ambição golpista. Diante disso, é necessário que os cidadãos e as instituições estejam atentos aos odores que escapam do Planalto.

Simples assim
A Assembleia Legislativa do Ceará tem sessão remota hoje (30.3), começando às 9h30min. A pauta inclui análise em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição do Poder Executivo, que altera prazo para prestação de contas da administração. O texto modifica artigos e amplia de 60 para 120 dias – em caso de decretação de calamidade pública – o prazo para o Governo do Estado prestar contas relativas ao exercício anterior. A justificativa é a de que, com a pandemia, a Secretaria da Fazenda do Estado enfrenta dificuldades operacionais para cumprir prazos da legislação.

O bolsonarismo está para cair – pelo menos no Big Brother Brasil

Internautas visitam Twitter antigo de Sarah Andrade, do Big brother Brasil  - Trends | Uai Entretenimento

Já tratamos aqui da profissional de marketing brasiliense Sarah Andrade (acima). Ela não é referência da atividade, não liderou nem participou de nenhum grande projeto mercadológico, não é destaque dos meios empresarial ou político, da educação ou da saúde. Enfim, não se fala dela graças a dotes, talentos ou habilidades produtivas. Nada disso. Sarah é uma das concorrentes do programa Big Brother Brasil, simulação de realidade exibida na Rede Globo. Após 21 anos de ramerrames e fórmulas repetitivas, o reality show encontrou neste recessivo período de pandemia uma audiência disponível e, aparentemente, atenta. Inicialmente vista como competidora forte, bem-falante, articulada, centrada, equilibrada e inteligente, Sarah Andrade está a um passo de ser expulsa hoje do programa: enquetes de sites indicam que ela tem, em média, perto de 70% de rejeição.

O começo do fim
Três semanas atrás, Sarah declarou numa conversa amena com colegas de confinamento o que talvez lhe tenha selado o destino: “Impeachment de algum presidente, de algum país? Não do nosso, eu gosto dele!”. Sim, Sarah nutre simpatias políticas ou quaisquer outras por Jair Bolsonaro. A revelação foi o estopim de uma reação azeda dos então admiradores que tinha. O número de seguidores que a acompanham na rede Instagram teria desabado de 9 milhões para 6,5 milhões em poucos dias. Para completar, a própria Sarah Andrade cuidou de fazer piada com a covid-19 – justo no dia em que a doença completava 300 mil mortes no Brasil. Em resumo: o bolsonarismo é ruim até para o Big Brother.

A mentira é a verdade
O dia 31 de março – amanhã, portanto – marca o golpe militar de 1964, evento que atolou o Brasil num cenário autoritário, submeteu o País ao poderio econômico de outros países e sujeitou a população a 21 anos de terror, torturas, perseguições, mortes e exílio. O Palácio do Planalto tanto fez que foi à Justiça buscar o “direito” de “homenagear” a violência cometida contra a sociedade. É bom que se anote: os registros históricos indicam que a data do golpe foi, de fato, 1º de abril – dia da mentira.

Tá valendo
A contragosto, o Planalto sancionou lei que indenização aos profissionais de saúde tornados incapacitados para o trabalho pela covid-19 – a proposta havia sido apresentada pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), como consequência de um veto imposto pelo presidente da República. Bolsonaro alegava que a lei de repasse de recursos para estados e municípios enfrentarem a pandemia proíbe a concessão de benefícios indenizatórios para agentes públicos.

Alcance
A lei agora define indenização de R$ 50 mil para profissionais que ficaram permanentemente incapacitados após a infecção pelo coronavírus. Terão direito profissionais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, agentes comunitários, técnicos de laboratório e outros que atuam na área, além de trabalhadores dos necrotérios e coveiros. Não é que Jair Bolsonaro tenha se tornado justo, mas sob pressão política social até os insensíveis se curvam.

Direitos
O direito também fica assegurado a familiares de profissionais de saúde que atuaram no combate à pandemia e morreram em decorrência da doença. Além dos R$ 50 mil por morte ou incapacidade permanente, serão devidos R$ 10 mil por ano que faltar para o dependente menor de 21 anos chegar essa idade. Ou seja, se o profissional falecido tiver deixado filho recém-nascido, a criança terá direito a R$ 210 mil. A indenização está garantida, com a mesma sistemática de cálculo, a dependentes até 24 anos se estiverem cursando faculdade.

Coluna da Hora
Sempre às terças-feiras, a partir das 18h, realizo lives no Instagram com a marca “Coluna da Hora”. Os encontros duram uma hora e o internauta pode acessar e participar pelo perfil @robertoamaciel. Minha conversa mais recente foi com o jornalista Eliomar de Lima, tratando da comunicação em tempos de pandemia. Você pode conferir abaixo:

Pauta do dia
Hoje, recebo o conselheiro Itacir Todero, do Tribunal de Contas do Estado do Ceará. Falaremos sobre transparência e controle de contas públicas e, muito por conta desses nebulosos dias de pandemia da covid-19, de solidariedade. Acompanhe: às 18 horas, em @robertoamaciel, meu perfil no Instagram.

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