A Coluna do Roberto Maciel (sábado, 03.04): O Exército sabe como tratar Jair Bolsonaro

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  • O hoje presidente da República Jair Bolsonaro chegou a tenente do Exército Brasileiro. Foi uma carreira curta, vivida de 1977, quando concluiu estudos na Academia Militar das Agulhas Negras, a 1988, quando, após processo disciplinar, foi colocado na reserva como capitão – há outras passagens que chamam atenção no currículo dele, como o plano de cometer atentados terroristas em quarteis e uma insubordinada carta à revista “Veja” cobrando dos superiores aumento no soldo. O trato dado naquela época demonstra que na caserna sabe-se, ao menos em tese, como proceder com elementos desse naipe. Veja: o Exército, até o limite de suas unidades, isolou Jair Bolsonaro – pondo-o para fora da instituição e impedindo que ele se tornasse líder com patente de oficial.

…Mas a política sabe?
A rigor, contudo, pode-se avaliar que o que o Exército fez foi transferir o problema para o mundo civil. Afinal, logo depois de ser excluído, Jair Bolsonaro conseguiu ser eleito vereador do Rio de Janeiro, aproveitando a onda midiática que se formou com os atos irregulares perpetrados. Essa é a história: o quartel legou à política aquilo que rejeitou. A política é que não percebeu a encrenca e não soube, ou não quis, expeli-la. Vale aqui rememorar a definição feita sobre ele pelo ex-presidente Ernesto Geisel: “Um mau militar”. A história já conhece e reserva espaços convenientes para Bolsonaro, podemos avaliar.

Nova oportunidade
É importante, então, observar que a vivência do Exército foi reavivada nos últimos dias, quando, alegando fidelidade à tropa e respeito aos juramentos que fizeram, generais se recusaram a embarcar no que seria uma nova aventura golpista contra o Brasil. Os chefes militares negaram apoio a articulações de Bolsonaro e o deixaram, outra vez, isolado. No entanto, novamente sobra para as instituições políticas (e civis, pois) a tarefa de aplicar a ele os necessários tratamentos.

No prato

Prefeitura lança programa Comida em Casa; ação vai beneficiar 138 mil  famílias - Focus.jor | O que importa primeiro


A Prefeitura de Fortaleza começa segunda-feira (05.04) a distribuir cestas básicas aos beneficiários do programa Bolsa Família que não têm alunos matriculados na rede municipal de ensino. É o Programa Comida em Casa. A execução é da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social. A pasta diz que 126 mil famílias serão atendidas de abril a junho.

Violência
O governador Camilo Santana (PT), do Ceará, foi ameaçado de morte. Distribuiu-se contra ele, em aplicativos na Internet, uma série de ofensas e agressões que deixaram estarrecida a cena política no País todo. O criminoso já foi identificado e, segundo divulgou-se, teria ligações com milícias. De ponta a ponta, todas as representações públicas do Estado se manifestaram solidárias a Camilo. Ou quase todas.

Apoio
A bancada inteira dos deputados federais e senadores cearenses emitiu nota apoiando Camilo. Só quem não assinou o texto foram os deputados bolsonaristas Wagner Sousa, o vulgo “Capitão”, e Vaidon Oliveira (Pros), Danilo Forte (PSDB), Jaziel Pereira (PL) e Heitor Freire (PSL). Desses, deve-se lembrar que Wagner e Heitor são dois recentes fracassados nas urnas – tentaram a Prefeitura de Fortaleza e não conseguiram. Já Danilo Forte, com a eleição de Bolsonaro em 2018, saiu espalhando que seria o “Secretário Especial do Nordeste” do governo. Era fake.

Os padrinhos
A propósito de Wagner Sousa, cabe a ele na história recente do Ceará o papel de chefe dos motins impostos à sociedade por parcela da Polícia Militar – o senador Cid Gomes, alvejado por um tiro certeiro de um insurgente, que o diga. Mas é necessário lembrar que a conta não é só de Wagner, mas dos que o apadrinharam politicamente e o fizeram inchar: o ex-governador Lúcio Alcântara e o deputado federal Roberto Pessoa (titular da vaga ocupada por Danilo Forte).

Na agulha

COMO AGENDAR VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19 EM FORTALEZA

A próxima semana pode destacar boas novas para grupos sociais relevantes. É a turma listada para ganhar prioridade na vacinação contra a covid-19: profissionais do Sistema Único de Assistência Social, das entidades e organizações de assistência social, e conselheiros tutelares que atendem ao público; do ensino básico em exercício nos ambientes escolares; coveiros, atendentes e agentes funerários; trabalhadores de farmácias; e o pessoal da limpeza pública.

Na fila
Essas categorias estão relacionadas em proposta parlamentar que tramita na Câmara federal e está pertinho de ser votada. Também podem ser contemplados os oficiais de Justiça, os taxistas e os mototaxistas, profissionais de transportes de passageiros e de cargas, além de agentes de segurança pública e privada que comprovem atividade externa. Pessoas com doenças crônicas e que tiveram embolia pulmonar foram incluídas na matéria.

Coluna da Hora
Sempre às terças-feiras, a partir das 18 horas, realizo lives no Instagram com a marca “Coluna da Hora”. Os encontros duram uma hora e o internauta pode acessar e participar pelo perfil @robertoamaciel. Minha conversa mais recente foi com o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Ceará Itacir Todero, tratando de temas como contas públicas, pandemia, solidariedade e combate à miséria. Você pode conferir aqui:

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