Mercado de trabalho: alto grau de formação e novas habilidades são tendências no pós-pandemia

A pandemia mudou a rotina das pessoas, o modo de se trabalhar e gerou demissões em todo o mundo. No Brasil, a previsão de economistas é que a taxa de desemprego chegue a 17% neste primeiro semestre. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a taxa no terceiro trimestre de 2020 chegou a 14,6%, a pior desde o início da pesquisa, em 2012.

O aumento de pessoas desempregados é um movimento mundial, segundo relatório The Future of Jobs 2020 (O futuro do trabalho 2020, em tradução livre), divulgado em outubro pelo Fórum Econômico Mundial. Os dados informam que, pela primeira vez nos últimos anos, o número de contratações é inferior ao de demissões. 

No mesmo período, o mundo acompanhou o mercado de trabalho mudar mais rápido do que o esperado, acelerando a transformação digital e dando mais espaço ao universo online. As novas tecnologias e as tendências globais impulsionaram o surgimento de novas profissões e demonstram demanda mista de habilidades digitais e humanas. 

Qual profissão seguir?

Este mês o LinkedIn, rede social de networking e empregos, divulgou um estudo que mostra como a pandemia alavancou a procura por algumas profissões e listou as 15 principais categorias que mais devem contratar em 2021.

Segundo o levantamento os setores de saúde e de tecnologia foram os mais impulsionados pelas demandas impostas pela chegada do coronavírus. Áreas como marketing, varejo online e dos setores farmacêutico e de pesquisa, que se mostraram extremamente importantes para o desenvolvimento das vacinas, também devem ficar aquecidas em 2021.

Elton Schneider, diretor da Escola Superior de Negócios do Centro Universitário Internacional Uninter, explica que saber quais áreas estão em expansão e são tendência pode auxiliar na entrada no mercado de trabalho. “As áreas com potencial de empregos estarão voltadas aos profissionais com alto grau de formação, ou seja, graduação, pós-graduação, dupla graduação e para o desenvolvimento de novas habilidades”.

De acordo com Schneider, as profissões tradicionais, como engenheiro, administrador e contador, não irão desaparecer, mas vão exigir dos profissionais que estão no mercado novas competências: digitais, habilidades de comunicação visual, automação e digitalização dos negócios, aprendizagem ao longo da vida (quando alguém exerce várias profissões e empregos ao longo da carreira), Desenvolvimento de Equipes Virtuais e áreas de conhecimento como inteligência artificial, Big Data, Blockchain e Indústria 4.0.

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