Ceará ocupa a nona posição no ranking brasileiro de energia solar distribuída

Mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) aponta que Ceará superou 200 megawatts (MW) operacionais em geração distribuída com base em fonte solar. O Estado tem a nona posição no ranking estadual da geração distribuída solar fotovoltaica no Brasil.

O Ceará dispõe de 13.633 conexões operacionais em 181 cidades, ou aproximadamente 98,4% dos 184 municípios da região. Atualmente, são cerca de 17.409 consumidores de energia elétrica que já contam com redução na conta de luz e maior autonomia e segurança elétrica.

Um dos destaques do Ceará é o município da capital, Fortaleza, que lidera a geração fotovoltaica no estado com 49,3 MW operacionais e 0,9% de toda a produção nacional no Brasil nesta modalidade.

Para Jonas Becker, coordenador estadual da Absolar no Ceará, o estado é atualmente um importante centro de desenvolvimento da energia solar. “A tecnologia fotovoltaica representa um enorme potencial de desenvolvimento sustentável, econômico e social para os cearenses, com geração de emprego e renda, atração de investimentos privados e colaboração no combate às mudanças climáticas”, comenta.

De acordo com a entidade, a construção de um marco legal para a geração distribuída no Brasil é o melhor caminho para afastar o risco de retrocesso à energia solar e demais fontes renováveis utilizadas para a geração distribuída de energia elétrica em telhados, fachadas e pequenos terrenos no País. O marco legal está atualmente em debate no Congresso Nacional.

No total, 38 instituições representativas do País apoiam o PL nº 5.829/2019, que garantirá em lei o direito do consumidor gerar e consumir sua própria eletricidade por meio de fontes limpas e renováveis, incluindo de produtores rurais, de comércio de bens, serviços e turismo, de pequenos negócios e de defesa do consumidor, dentre elas a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Sebrae, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Proteste, maior entidade de defesa do consumidor da América Latina e do Brasil.

“Por isso, é fundamental o apoio da sociedade organizada e das empresas locais no sentido de estabelecer um arcabouço legal transparente, justo e que reconheça os benefícios da energia solar na geração distribuída no País”, acrescenta Becker.

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