Transformação digital faz vendas diretas aumentarem 9% durante a pandemia

O início da pandemia do novo coronavírus, em 2020, fez com que muitos empresários que ainda não estavam no mundo online começassem a migrar para este ramo. Comércios fechados e a única forma de sobrevivência era essa: fazer com que o produto estivesse na internet. Depois dessa transformação da venda direta para o online, 2020 pode ser considerado um divisor de águas para o segmento, principalmente para os empreendedores individuais, que levaram serviços e produtos de qualidade para grande parte da população que ficou isolada.

Dados da ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas), que reúne as maiores empresas do setor no País, mostraram que as vendas diretas cresceram 9% no fim de 2020, mesmo durante a pandemia. O número de empreendedores independentes também cresceu: 11%. E esta tendência segue em 2021, como resultado positivo em meio à crise gerada pela pandemia.

O setor farmacêutico foi um dos que mais sentiu esse impacto. Isso por estar em um ramo que, normalmente, precisa de atendimento presencial. Mesmo sendo um setor considerado essencial durante a pandemia, os proprietários de farmácias viram no universo online a possibilidade de expandir as vendas, para pessoas que precisaram ficar isoladas neste período.

“No fim de 2019, já estávamos querendo implantar um projeto de farmácia online e melhorar a entrega. Quando conseguimos executar isso e colocar o site em funcionamento, a pandemia iniciou. Em março, as entregas explodiram. Saímos de uma empresa que fazia 100 entregas no mês, para seis meses depois fazer 1.000 entregas mensais devido ao site”, afirma Carlos Henrique Gomes Lima, farmacêutico que administra a Farmácia Preço Popular em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso.

Eles são parceiros da MyPharma neste processo e, agora, em 2021, já passaram da faixa de 2.500 entregas por mês. “Existe a possibilidade de as pessoas comprarem aquilo que precisam e pagar direto no site. Isso ajudou demais a nossa empresa”, comemora.

Segundo o diretor de marketing da startup de Cascavel/PR, Carlos Henrique Soccol, o segmento farmacêutico carecia de tecnologias acessíveis e de rápida implantação. Com a pandemia, processos que viriam com o decorrer do tempo, vieram rapidamente, mudando o cenário das vendas nas farmácias.

“O segmento farmácias ainda atendia massivamente seus clientes remotos por meio de telefone, e no máximo por WhatsApp. Em um mundo onde a digitalização corre a passos largos, trazer uma melhor experiência de compra ao cliente é fundamental às farmácias pequenas e médias, para ganhar competitividade e se adaptar ao novo funil de vendas”, afirma Carlos Henrique Soccol.

Ele ressalta que mais de 90% das pessoas pesquisam estabelecimentos no Google antes de se deslocar ou ligar para adquirir o produto. Tendência que já se firmava antes mesmo da pandemia. “Para ter uma presença relevante no Google, uma farmácia precisa do kit: website otimizado para buscadores, Google Meu Negócio e outras integrações importantes. Isto que a MyPharma vem fazendo ao longo dos últimos anos, trazendo para a farmácia a digitalização dos seus canais de venda e contato com o cliente, e insistindo elas no topo do novo funil de vendas, que começa em buscadores online”, complementa.

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