Sete em cada 10 consumidores acreditam que retomada econômica só virá após 2021, aponta pesquisa

Pesquisa da Boa Vista, empresa que aplica inteligência analítica na transformação de informações para a tomada de decisões em concessão de crédito e negócios, constatou que sete em cada 10 consumidores acreditam numa retomada econômica apenas após 2021. É baixa a concordância de que a economia brasileira possa se recuperar ainda neste ano. Apenas 9% dos consumidores concordam totalmente com essa hipótese, enquanto 20% concordam parcialmente com a retomada neste ano. Enquanto isso, 31% dos respondentes discordam totalmente dessa possibilidade e outros 40% “mais discordam do que concordam” com ela – chegando a 71% de descrentes.

Por outro lado, há grande expectativa por parte dos consumidores no avanço da vacinação e em uma maior oferta de empregos. 40% dos consumidores entrevistados pela Boa Vista consideram o avanço do programa de vacinação uma medida governamental fundamental para alavancar a economia do país. Já 26% acreditam na importância de uma maior oferta de emprego, enquanto 19% defendem menor carga tributária para as empresas. 5% destacam a necessidade de benefícios e programas do governo federal que facilitem o acesso ao crédito. Apenas 3% dos respondentes apontam o investimento em educação como uma saída para a crise.

“O mercado está ciente de que o único caminho para uma retomada da economia é a vacinação em massa, que vai permitir a livre circulação e consequentemente mais oportunidades. A partir dessa normalização na sociedade, a tendência é que questões como desemprego e endividamento sejam atenuadas”, opina Flavio Calife, economista da Boa Vista.

A pesquisa da Boa Vista foi feita por meio de entrevistas online, realizadas entre 15 e 27 de abril, com consumidores que buscaram informações e orientações no site Consumidor Positivo da Boa Vista (www.consumidorpositivo.com.br), bem como consumidores do mercado em geral. Contou com a participação de aproximadamente 500 respondentes, considerando homens e mulheres representantes das diferentes classes sociais e regiões do país. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 90%.

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