Projeto abre seleção para formação remunerada em TI ao público carente

O Instituto Alpha Lumen, de São José dos Campos, abre inscrições para a segunda edição do processo seletivo para Alpha EdTech. Trata-se de Code Academy que tem como vantagem ser remunerada e de formação acelerada, além de ter a garantia de emprego no final do curso. As inscrições serão feitas entre 24/05 – 21/06 no site da entidade e as atividades serão on line. Tudo gratuito.

O objetivo é dar oportunidade aos jovens talentosos em situação de vulnerabilidade que desejam trabalhar com tecnologia. A iniciativa remunera os selecionados que farão parte da segunda turma do Alpha EdTech.

O curso tem três semestres de duração, ou seja, 18 meses. O aspirante adesenvolvedor estudará 8 horas por dia, com conteúdo de hard skills, soft skills e curso de língua inglesa. Os selecionados contam ainda com atividades desenvolvidas pelas empresas parceiras, sendo oficinas, webinars, desafios etc.

Após a formação, o profissional é contratado pela empresa que investiu em sua aprendizagem. Com isso, ele passa a ter a chancela de embaixador do projeto e o compromisso de orientar as novas turmas.

A iniciativa teve o apoio das Fundações Brava e  Behring e do empresário André Street, fundador da Stone, com a Stone Impacta, e hoje conta com a parceria de mais de 20 empresas nacionais e internacionais com atuação no Brasil entre elas a Stone, Vitta, Hash, Brex, DMCard, Cloudwalk, Farfetch, Back4app, DeppESG, Devell, Recrutei.

A primeira edição ocorrida em janeiro deste ano contou com mais de 2,6 mil inscritos.

Mais detalhes sobre o curso, o processo de adesão como voluntário técnico ou empresa parceira e a seleção de candidatos, estão disponíveis nos sites www.alphaedtech.org.br ou www.alphalumen.org.br  

Alpha EdTech busca atrair mais mulheres para a área de TI

A segunda edição do evento Alpha EdTech busca obter maiores índices de inclusão social entre seus inscritos. A expectativa dos organizadores é alcançar um equilíbrio ainda maior entre os gêneros, superando o percentual obtido em sua primeira edição. Os esforços na divulgação buscam obter um maior número de mulheres inscritas e selecionadas em todo o país. O mercado de TI tem uma predominância masculina. Segundo dados do IBGE entre os profissionais de tecnologia no país, apenas 20% são mulheres. O momento viabiliza soluções sociais pela geração de estruturas voltadas a formação de pessoas em vulnerabilidade dando-lhes as condições necessárias para que possam se inserir no mercado de tecnologia.

“Vulnerabilidade não se restringe à categoria econômica apenas, passando por organizações políticas de raça, orientação sexual, gênero, etnia. Assim, soluções como a Alpha EdTech, trazem a oportunidade para a sociedade não apenas gerar correções com foco na economia, mas também inspirar, fortalecer e empoderar pessoas, empresas, instituições e governo a atuar, de modo efetivo, em prol da equidade de gênero, raça e etnia viabilizando mobilidade social efetiva, abrindo espaço criativo para indivíduos que compõem nichos tradicionalmente sem acesso.”, ressalta a diretora do projeto, Nuricel Villalonga Aguilera.

O levantamento feito pelo Instituto Alpha Lumen na 1ª edição do Alpha EdTech mostrou que dos 2581 inscritos, 39% eram mulheres e 61% das inscrições foram de homens. Em números absolutos isso correspondeu a 1013 mulheres e 1568 homens de todas as regiões do território nacional. Já entre os candidatos selecionados no processo seletivo, a porcentagem ficou mais equilibrada sendo 45% mulheres e 55% homens.

As regiões do sudeste e nordeste foram responsáveis pela maioria do público feminino alcançando 40% entre todos os selecionados. Seguidos pelos integrantes do sul, norte e centro-oeste.

A maior parcela das mulheres participantes do processo seletivo da EdTech esteve na faixa etária entre 20 até 45 anos, sendo que a maior concentração ocorreu no segmento entre 20 aos 30 anos de idade.

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