Economia verde pode ser um dos maiores vetores de inovação e oportunidade para o Brasil

O presidente da Natura e CEO do grupo Natura &Co para a América Latina, João Paulo Ferreira avalia que é possível conciliar a proteção ambiental com o progresso social e econômico.

 “A economia verde pode ser um dos grandes vetores de inovação e oportunidade para a sociedade brasileira. Não se separa o ser humano da natureza, assim como não podemos separar alguns dos nossos papéis na sociedade, como por exemplo o consumidor e o cidadão. Um ato de consumo pode ser um ato de cidadania”, afirmou João Paulo. “A história da Natura comprova que é possível proteger a natureza e gerar prosperidade”, reforçou o CEO.

A Natura tem um compromisso histórico com a sustentabilidade, um de seus pilares de atuação. Em mais de 20 anos de presença na Amazônia, a empresa contribuiu para conservar 2 milhões de hectares de floresta em pé, ao lado de parceiros e por meio do relacionamento com 34 comunidades agroextrativistas da região, abrangendo mais de 7 mil famílias.

Em 2020, a causa da conservação da Amazônia passou também a integrar as metas do grupo Natura &Co, composto por Natura, Avon, The Body Shop e Aesop. No documento Compromisso com a Vida – Visão 2030, divulgado pelo grupo no ano passado, diversos objetivos de conservação foram traçados, entre eles combater as mudanças climáticas e proteger a floresta. Uma das metas é reunir esforços coletivos para garantir o desmatamento zero da Amazônia até 2025. Para alcançar esse compromisso público, a Natura aposta na articulação com outras empresas, organizações e governos.

Sabatinado pelos jornalistas Cristiane Barbieri (Agência Estado), Isis Vergilio (Elle Brasil), Joana Cunha (Folha de S. Paulo), Leo Branco (Exame) e Vanessa Adachi (Capital Reset), em programa moderado por Vera Magalhães, João Paulo reforçou a atuação das empresas do grupo Natura &Co com toda a sua rede durante a crise sanitária causada pela Covid-19.

“Tivemos uma grande preocupação em manter a economia circulando. Muitas de nossas representantes e consultoras perderam os seus empregos e não tinham outra alternativa, se não a Consultoria de Beleza, para prover para as suas famílias. Nossos recursos de digitalização, que trabalhávamos já há alguns anos, se tornaram então essenciais para a relação dessas consultoras com as suas redes de contato”, explica João. “Não acredito que o digital substituirá o presencial, são atividades complementares. A digitalização faz com que as consultoras e representantes possam alcançar clientes que jamais atenderiam, em outros Estados, por exemplo”, comenta.

Para reduzir os impactos negativos na renda das consultoras, o grupo Natura &Co acelerou o desenvolvimento e o aprimoramento de ferramentas digitais, estendeu os prazos para pagamento de boletos de consultoras Natura e representantes Avon, e lançou um fundo emergencial de apoio para aquelas em situação de vulnerabilidade social, incluindo a oferta de serviços de telemedicina e atendimento psicológico. Com o agravamento da crise em 2021, o grupo decidiu intensificar seu compromisso social no combate à pandemia com a doação de R$ 30 milhões para iniciativas no Brasil e na América Hispânica.

O valor inclui a destinação de R$ 4 milhões para o Conectar (Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras),  criado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e que já conta com a adesão de mais de 1,8 mil municípios para acelerar a imunização da população, em complemento aos contratos firmados pelo governo federal no âmbito do Plano Nacional de Imunização. O valor será destinado à compra de insumos hospitalares e vacinas contra a Covid-19, quando disponíveis.

Ainda no ano passado, com o aumento das denúncias de casos de violência de gênero em função da necessidade de medidas de distanciamento social, todos os negócios do grupo Natura &Co aderiram à campanha #IsoladasSimSozinhasNão, movimento de enfrentamento à violência doméstica. Protocolos locais de apoio às colaboradoras em situação de violência do grupo foram ampliados para todas as empresas de Natura &Co na América Latina.

Questionado sobre o cenário de diversidade nas empresas do grupo, João Paulo reforçou o compromisso global de aumentar o número de mulheres na liderança e no Conselho de Administração de 35% para 50% até 2023, bem como garantir paridade de gênero e remuneração igualitária entre toda a sua força de trabalho até 2023, contribuindo para promover a equidade de gênero na organização. Em 2020, Natura &Co América Latina alcançou 51% de mulheres em cargos de alta liderança na companhia.

Diversidade é uma crença fundamental para as empresas do grupo. “Nos últimos anos, estamos atuando para fazer frente à ainda baixa representatividade de colaboradores negros em nossos quadros de lideranças por meio do aprimoramento de processos internos de seleção e atração”.

Para promover a diversidade na companhia, o grupo se comprometeu a ter  30% dos cargos de gestão ocupados por grupos sub-representados (considerando aspectos como diversidade étnico-racial, de gênero e LGBTQIA+, desfavorecidos social e economicamente e pessoas com deficiência). Por meio de um quadro de colaboradores mais diverso, a empresa pretende contribuir para a pluralidade de ideias e perspectivas no ambiente de trabalho e estimular potenciais individuais e coletivos diferenciados, com um olhar atento a diversos cenários, dificuldades, realidades e pessoas.

Visando alcançar esse objetivo, a empresa vem implementando processos seletivos mais inclusivos, que incluem garantir que pelo menos 50% dos finalistas sejam mulheres e metas de contratação de pelo menos 50% de estagiários negros. A companhia também investe em ações de conscientização de colaboradores e sensibilização de lideranças com o intuito de perpetuar valores importantes defendidos pela empresa, como a inclusão.

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