Pequenas e médias empresas também podem investir em conselhos de administração e consultivos

Em muitos casos, a pequena e média empresa nasce de uma grande ideia, que vale o investimento – não só financeiro como de tempo e conhecimento. No entanto, em grande parte dos casos, os empresários não têm o know-how necessário para criar um plano de ação específico para aquilo que se propõe o negócio ou ainda não conhece o mercado no qual pretende explorar. Para todos esses casos, existem os conselhos de administração e/ou conselhos consultivos.

Douglas Duek, CEO da Quist Investimentos, que presta serviços de consultoria em recuperação judicial e reestruturação, conta que, atualmente, a empresa faz parte de 41 Conselhos de Administração e Conselhos Consultivos, ajudando desde organizações consolidadas à startups. Ele também relata que, a longo prazo, as ações que realizam trazem resultados muito interessantes. A Quist acompanha todas as etapas do processo, desde o auxílio na tomada de decisões até a recuperação judicial, para os casos de necessidade.

A dica, neste caso, está na importância desse planejamento, independentemente do tamanho do negócio. Contar com esse apoio significa pensar em boas práticas de governança. Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, algumas das responsabilidades do Conselho de Administração são: discussão, aprovação e monitoramento de decisões, processo sucessório dos conselheiros e executivos, relacionamento com partes interessadas, sistemas de Controles Internos, política de Gestão de pessoas e Código de Conduta. Ou seja, é, resumidamente, a ferramenta pela qual a empresa saberá qual rumo seguir e quais normas e direções utilizar.

O Conselho Consultivo, por definição, age da mesma forma. Profissionais multidisciplinares, como os das áreas de Contabilidade, Finanças, Direito e Marketing são essenciais para um time diversificado e que faça uma boa e ampla assessoria da empresa. Desta forma, além de entender e desenhar os objetivos, os conselheiros também poderão identificar boas oportunidades de negócio. Duek afirma que todos esses pontos fazem do conselho uma ótima opção, seja qual o perfil da corporação. “Se você quer se tornar melhor em um esporte específico, por exemplo, vai em busca de um treinador para ter melhores resultados. É exatamente esse o papel do Conselho na vida das empresas”, explica.

Mesmo com vantagens e eficiência comprovada, a negação quanto a necessidade desse artifício ainda permeia o imaginário de alguns empresários e gestores, por achar que a organização não tem porte suficiente ou não seja um negócio complexo. Na verdade, é justamente nisso que mora a oportunidade de pensar em diferentes modelos, padrões de performance, aprimoramento estratégico e apuração a partir de olhares externos. O CEO da Quist Investimentos conta ainda que faz parte do trabalho dos conselheiros cobrar e metrificar resultados. “É um trabalho que envolve proporcionar experiências no antes, durante e depois, o processo como um todo”, completa.

Deixe uma resposta