Empresa que monitora crédito aponta armadilhas do superendividamento, e ensina como fugir delas

No dia a dia, muitos consumidores não enxergam as armadilhas que levam ao superendividamento e, consequentemente, ao total descontrole das finanças domésticas. Uma dessas armadilhas é o acúmulo de dívidas, que até podem ser saudáveis se usadas para a realização de sonhos e suprir necessidades, mas precisam ser muito bem planejadas e devidamente encaixadas no orçamento para que não se tornem uma bola de neve que irá consumir todas as finanças, a ponto de não ser pagas. 

A Boa Vista, empresa que aplica inteligência analítica de ponta na transformação de informações para a tomada de decisões em concessão de crédito e negócios em geral, aponta quais são as principais armadilhas e como o consumidor pode evitar cair nelas. E, se por acaso, por descuido ou algum imprevisto acabar caindo, como se reorganizar financeiramente, para voltar a ter uma vida financeira mais saudável.

Qual é a situação financeira?
“O ideal é que o consumidor tenha controle total sobre os seus ganhos e gastos, sabendo quanto pode, a cada mês, gastar com supermercado, restaurantes, lazer, roupas, escolas, serviços essenciais como água, luz, internet e telefone. Além disso, também precisa ter em mente o quanto possui de dívidas para pagar todos os meses, como o cartão de crédito, o financiamento do imóvel ou do carro. Outro ponto importante é registrar seus pequenos gastos, pois, como eles são frequentes, podem somar um valor representativo no orçamento. Então, anotar despesas com padaria, frutas, farmácia, é uma boa prática”, explica Roseli Garcia, Diretora de Relações Governamentais da Boa Vista.

Para que o consumidor tenha controle do seu orçamento doméstico, o recomendado é que registre as receitas e despesas em um lugar de acesso fácil. Pode ser em uma planilha no computador ou celular, mas o velho caderninho também funciona. O importante é ter este controle, porque fica mais fácil de visualizar o quanto ganha e o quanto gasta mensalmente.

Por meio desse registro é possível determinar valores para cada gastos, desde o supermercado até o investimento que está fazendo para gastar futuramente, em uma viagem, por exemplo, e notar se algum gasto pode ser diminuído ou até mesmo cortado, caso não seja tão necessário. Também é importante acompanhar, de preferência semanalmente, se os gastos estão dentro do programado.

Cartão de crédito e cheque especial
Muitos consumidores fazem do cartão de crédito e do cheque especial uma extensão da sua renda mensal, uma das principais armadilhas que podem levar ao endividamento e consecutivamente a uma inadimplência. É preciso ressaltar que são, na verdade, dívidas, então o consumidor deve considerá-los como tal, já que o que se paga sairá de seu orçamento mensal.

“Uma dica em relação a estes dois meios é determinar o que será pago de despesas via cartão de crédito. Então, colocar nos respectivos campos de seu orçamento doméstico. Quanto ao cheque especial, a principal indicação é só usá-lo em último caso. E se acontecer, cobrir o valor o mais rápido possível, mesmo que para tal tenha que recorrer a linhas de crédito com juros mais baratos”, diz Roseli.

Comprar impulsivamente
A compra por impulso é uma das grandes armadilhas que levam ao endividamento excessivo. Assim, ao ver algum produto ou serviço que desejar, o consumidor deve refletir se esta despesa cabe em seu orçamento doméstico. 

Deixar a decisão da compra para o dia seguinte, por exemplo, é uma boa dica para evitar arrependimentos futuros e, mais importante, dívidas atrasadas por algo que não era tão necessário no momento. O mesmo acontece com os anúncios de redes sociais. Vale deixar para fechar a compra em um outro momento e refletir se aquela aquisição vai comprometer seu orçamento.

Crédito rotativo
O rotativo do cartão de crédito acontece quando o consumidor escolhe pagar apenas uma parte da fatura, deixando o restante para a próxima, com juros bem altos. Usando-o muitas vezes, sem nenhum planejamento, são altas as chances de o consumidor contrair uma dívida com valor elevado e ainda comprometer o seu orçamento doméstico. Por isso, a recomendação é a mesma do cheque especial: só usá-lo como última alternativa e pagar o quanto antes.

Reserva financeira
Em tempos de crise como o atual, pode ser bem difícil manter uma reserva financeira. Porém, é importante que o consumidor tente poupar ao menos um pouco todos os meses, independentemente da quantia, para usar em casos de emergência. Isso porque, infelizmente, o consumidor que não tem uma reserva financeira estará sempre vulnerável quando um imprevisto acontecer.

Por isso, o indicado é tentar destinar uma porcentagem do dinheiro que entra em casa na poupança, mesmo que seja pouco. Além disso, é preciso pensar que este dinheiro é também uma despesa. Portanto, deverá estar também listado no orçamento doméstico. 

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