Transparência é a chave para investir em ATMs nos EUA, diz especialista

Uma das principais dúvidas do investidor que decide empreender fora do Brasil, principalmente quando se trata de um negócio em que a gestão é feita a distância, é justamente essa questão de estar a milhares de quilômetros sem ver de perto o que acontece. O famoso ditado “o olho do dono engorda o gado”.

A ATM Club, empresa especializada no gerenciamento de caixas eletrônicos nos Estados Unidos, investiu em um robusto sistema de gerenciamento a distância em tempo real para que os investidores possam acompanhar como está o desempenho de sua rede, mesmo sem residir no país.

Francisco Moura Junior, cofundador, Chief Operations Officer e Chief Marketing Officer da ATM Club, explica que é oferecida uma solução completa para o investidor, desde a abertura da empresa, passando pela compra das máquinas, busca dos pontos de instalação e gestão continuada do negócio. “Nós ressaltamos que o negócio é 100% do investidor, todas as máquinas pertencem a ele, o contrato com o local onde a máquina é instalada é com a empresa dele e esse empreendimento tem um contrato de prestação com a ATM Club, o que quer dizer: a decisão é sempre do investidor”, detalha.

Nilo Mingrone, também cofundador e sócio da ATM Club, aponta outra vantagem do modelo de negócios da empresa, a ausência de custo fixo mensal nos primeiros dois ou três anos de vida, porque toda a cadeia trabalha por transação. Cada saque feito em um caixa eletrônico nos Estados Unidos é cobrada uma taxa de US$ 2,99, que são divididos da seguinte forma: 75 centavos de dólar ficam para fazer toda a gestão do dia a dia, como limpeza, manutenção primária, licença de monitoramento, abastecimento do dinheiro, etc. 30% dessa taxa é transferida para o local onde o caixa eletrônico está instalado e o valor restante vai para o próprio investidor. Dessa forma, o proprietário do caixa eletrônico receberá diariamente US$ 1,39 por transação.

A ATM Club também disponibiliza uma plataforma on-line na qual o investidor visualiza o volume de transações, quanto tem dentro de cada máquina, qual a última vez que foi colocado dinheiro no caixa, foto para comprovar o nome de cada equipamento e identificar que ele pertence à empresa. São inúmeras informações que comprovam transparência total tanto do ponto de vista contábil quanto da gestão da rede, porque são 12 créditos anuais, é feito o fechamento mensal e o crédito sobre o volume de transações que ocorreu no mês anterior é feito entre o dia 8 e 12 do mês subsequente, de modo que todos os meses é creditado um valor na conta da empresa nos Estados Unidos.

Outro ponto destacado por Francisco é o fato de o investidor não precisar sair de seu país para montar seu negócio com a ATM Club. “Nós temos investidores do Brasil, da Colômbia, da Argentina, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, alguns americanos e nossa ideia é aumentar ainda mais esse portfólio, promovendo uma globalização de investidores”, projeta.

Ele ainda informa que a ATM Club tem um processo chamado KYC – Know Your Client ou Conheça o seu Cliente, em que é feita uma série de questões para todos os interessados para verificar se eles se encaixam em alguns requisitos para fazer investimentos na rede de caixas eletrônicos oferecida pela empresa. “Nós procuramos tomar todo um cuidado para fazer com que o investidor realmente tenha noção do que é diversificação de investimento, do que é o nosso negócio, quanto ele vai ter de retorno, quais os riscos que ele está assumindo, tudo para dar segurança a ele”, finaliza Francisco.

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