Como a Teoria da Complexidade pode ajudar sua microempresa com cinco dicas rápidas

Artigo de André Nicolau, empreendedor, fundador da rede de escolas de música U4M, formado em marketing, escritor do livro Dirigindo Eventos:

Unicórnios, decacórnios, hectacórnios. Bilhões e até trilhões de dólares. Empresas com tamanhos inacreditáveis devem ser assustadoramente complexas. Bem, o que não é complexo hoje em dia?

Um simples ponto de venda de açaí pode ser demasiadamente complicado e demandar muita energia da equipe. É o mundo líquido com suas muitas incertezas e pouca segurança assustando os mais bravios gestores.

Mas, acalme-se, a mesma teoria da complexidade que norteia grandes corporações pode te oferecer uma bela ajuda.

Vamos aos pontos!

1.     Desestabilizando o sistema

Nem tensão a ponto de estourar e nem frouxidão que não provoca. Um dos nomes na teoria da complexidade, Tentebaum, dá a dica:

 “Os administradores precisam manter a tensão em um ponto que gere uma imaginação dinâmica, sem exceder a habilidade das pessoas de controlar o estresse provocado”.

2.     Inovando com atratores

A teoria da complexidade sugere que em ambientes empresarias, para lidar com inúmeros desafios e ainda ser inovadora, uma empresa pode entregar mais liberdade para suas equipes e ainda assim ter certo nível de segurança. Como? Usando seus atratores como base.

Segundo Giovannini e Kruglianskas (2004) “entende-se, por atrator, um conjunto invariante, para o qual órbitas próximas convergem depois de um tempo suficientemente longo, isto é, valores para os quais tendem os valores resultantes de um sistema dinâmico não linear, após certo número de ciclos”.

Ou seja, deixe muito claro para a sua equipe a missão e os valores da empresa, dê uma dose de incentivo e liberdade e veja mudanças acontecerem.

3.     Sua empresa tem redundância?

“Os sistemas com capacidade de sobreviver e evoluir geram processos redundantes, sendo que a redundância é um afastamento previsível da aleatoriedade (CKEIK, 2008; BAUER, 2008, GIOVANNINI E KRUGLIANSKAS 2004).

Redundância nesse sentido não é algo ruim. Pelo contrário! Diferentes pessoas conhecendo processos iguais é importante para que o todo possa funcionar em caso da falta de uma unidade. Distribuir informação é necessário, não centralize.

4.     Para Improvisar tem que Comunicar

Improviso, esse é outro termo que pode confundir. Improvisar não é fazer de qualquer jeito. O autor e estudioso da teoria da complexidade, Bauer, explica de maneira fácil:

“A improvisação caracteriza-se por duas propriedades-chave: a primeira é que os participantes comunicam-se intensamente uns com os outros, em tempo real; a segunda é que eles se concentram, deliberadamente, no que está acontecendo naquele momento”.

Ou seja, comunicação e foco!

5.     Adaptação

Expectativa pode não ser a realidade, e para falar a verdade, na maioria das vezes não é.

Adaptar-se é mais que sobreviver, é evoluir. Com a velocidade das mudanças e a quantidade de elementos que temos que levar em consideração em nossas tomadas de decisões, adaptação talvez seja a ferramenta mais importante para você ter no bolso.

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